Dupla de quadrinistas e divulgadores científicos participa de livro que reinventa contos clássicos infantis e será lançado na Bienal do Livro de São Paulo
Emilio Garcia e Kamila Massuda assinam uma das histórias de Caixa de Quadrinhos – Reescrevendo Contos, coletânea que reúne artistas de diferentes regiões do Brasil e está em campanha de financiamento coletivo no Catarse
Os quadrinistas e divulgadores científicos Emilio Garcia e Mila Massuda, da região de Campinas, estão entre os artistas convidados para integrar Caixa de Quadrinhos – Reescrevendo Contos, livro que reúne alguns dos principais nomes dos quadrinhos independentes brasileiros em releituras inéditas de histórias clássicas da literatura. A obra será lançada durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo e está em campanha de financiamento coletivo no Catarse.
Na coletânea, a dupla apresenta sua interpretação de “A Bela Adormecida”, trazendo uma nova perspectiva para um dos contos mais conhecidos da tradição popular. A proposta do projeto é reunir autores com estilos e trajetórias distintas, permitindo que cada história ganhe uma identidade própria e apresente novas possibilidades narrativas e visuais.
Idealizada pela Caixa de Quadrinhos, a obra reúne artistas de diferentes estados brasileiros em torno de um objetivo comum: fortalecer a produção independente de histórias em quadrinhos e mostrar a diversidade criativa presente na cena nacional. O financiamento coletivo busca viabilizar a publicação do livro e aproximar leitores dos autores por meio de recompensas exclusivas e da participação direta no projeto.
Mila Massuda
“Não queríamos apenas recontar uma história conhecida. Queríamos criar uma nova história capaz de despertar encantamento e, ao mesmo tempo, aproximar os leitores de um animal brasileiro que muitas vezes é incompreendido. Se, ao terminar a leitura, uma criança olhar para um saruê com mais curiosidade, respeito ou carinho, então teremos alcançado exatamente o que esperávamos com este conto.”
Acostumados a desenvolver projetos em parceria, Emilio Garcia e Mila Massuda transformam essa sintonia criativa em uma narrativa construída a quatro mãos. A colaboração entre roteiro, desenho e construção visual é uma das marcas do trabalho da dupla, que agora leva essa experiência para uma coletânea composta por alguns dos principais quadrinistas independentes do país.
Para Emilio Garcia e Mila Massuda, o processo de criação começou com uma pergunta simples: quem seria a personagem principal da nova versão de A Bela Adormecida? “A construção dessa história foi colaborativa desde o início. Em todos os nossos projetos existe uma troca constante de ideias, então já estamos acostumados a criar juntos. Mas, desta vez, havia um desafio especial: revisitar um conto que faz parte do imaginário de tantas gerações e transformá-lo em algo que tivesse a nossa cara”, contam.
Emilio Garcia
“Escolhemos a saruê, que é a mascote do BláBláLogia e um animal pelo qual temos um carinho enorme. A partir daí, foi bem mais fácil. Em vez de encaixar uma espécie em uma história já pronta, deixamos que o comportamento, a ecologia e até a história evolutiva da saruê ajudassem a moldar a narrativa.”
A resposta veio a partir de um animal bastante conhecido por eles. “Escolhemos a saruê, que é a mascote do BláBláLogia e um animal pelo qual temos um carinho enorme. A partir daí, foi bem mais fácil. Em vez de encaixar uma espécie em uma história já pronta, deixamos que o comportamento, a ecologia e até a história evolutiva da saruê ajudassem a moldar a narrativa.”
Segundo a dupla, o objetivo era ir além de uma simples releitura. “Não queríamos apenas recontar uma história conhecida. Queríamos criar uma nova história capaz de despertar encantamento e, ao mesmo tempo, aproximar os leitores de um animal brasileiro que muitas vezes é incompreendido. Se, ao terminar a leitura, uma criança olhar para um saruê com mais curiosidade, respeito ou carinho, então teremos alcançado exatamente o que esperávamos com este conto.”
Representando a região de Campinas em um lançamento de alcance nacional, os artistas demonstram como a produção independente brasileira se fortalece por meio da colaboração. Em Caixa de Quadrinhos – Reescrevendo Contos, cada autor ou dupla recebeu um conto clássico para reinterpretar livremente, oferecendo ao leitor dez histórias completamente diferentes entre si.
Mais do que revisitar narrativas conhecidas, o livro propõe um exercício de criatividade coletiva, no qual diferentes estilos convivem em uma mesma obra. O resultado é uma publicação que evidencia a riqueza dos quadrinhos brasileiros contemporâneos e a capacidade dos artistas independentes de reinventar histórias que atravessam gerações.
Com lançamento previsto para a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, Caixa de Quadrinhos – Reescrevendo Contos reúne dez histórias inéditas produzidas por artistas de diferentes regiões do Brasil. Até o lançamento, o público pode apoiar a campanha de financiamento coletivo no Catarse, garantindo exemplares da obra e contribuindo para fortalecer a produção independente de quadrinhos no país.
Orlandeli, Jeff Costa e Regiane Braz integram a coletânea Caixa de Quadrinhos – Reescrevendo Contos, projeto que reúne artistas de diferentes regiões do Brasil e está em campanha de financiamento coletivo no Catarse.
Regiane Braz”No começo, achei que não conseguiria. Mas decidimos construir a história juntos, tanto no roteiro quanto na arte. Depois que passei pela insegurança, mergulhei completamente no universo dos personagens. Foi um processo muito divertido e, por algumas horas, me senti criança de novo.”
Os quadrinistas paulistas Orlandeli, Jeff Costa e Regiane Braz estão entre os artistas convidados para integrar Caixa de Quadrinhos – Reescrevendo Contos, obra coletiva que reúne alguns dos principais nomes dos quadrinhos independentes brasileiros em releituras inéditas de histórias clássicas da literatura. O livro será lançado durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo e está em campanha de financiamento coletivo no Catarse.
Na publicação, Orlandeli apresenta sua releitura de “Chapeuzinho Vermelho”, enquanto Jeff Costa e Regiane Braz assinam uma nova interpretação de “O Anão Saltador”, clássico dos Irmãos Grimm. A proposta da coletânea é permitir que cada artista revisite um conto tradicional com liberdade criativa, criando histórias inéditas que preservam a essência das narrativas originais e, ao mesmo tempo, refletem a identidade de seus autores.
Idealizada pela Caixa de Quadrinhos, a obra reúne artistas de diferentes estados brasileiros em torno de um objetivo comum: fortalecer a produção independente de histórias em quadrinhos e ampliar o diálogo entre autores e leitores. Por meio do financiamento coletivo, o projeto busca viabilizar a publicação do livro e demonstrar como a colaboração entre artistas pode impulsionar novas iniciativas culturais.
Jeff Costa: “O apoio logístico e a organização já nos conquistaram desde o início. Depois veio o objetivo do grupo de ocupar espaços culturais e educacionais de forma séria e consistente. Isso fez toda a diferença”
Para Jeff Costa e Regiane Braz, um dos principais atrativos do projeto foi justamente a possibilidade de integrar um coletivo que compartilha responsabilidades e fortalece a produção independente. “O apoio logístico e a organização já nos conquistaram desde o início. Depois veio o objetivo do grupo de ocupar espaços culturais e educacionais de forma séria e consistente. Isso fez toda a diferença”, afirma Jeff.
Regiane destaca que o processo criativo também representou um desafio pessoal. “No começo, achei que não conseguiria. Mas decidimos construir a história juntos, tanto no roteiro quanto na arte. Depois que passei pela insegurança, mergulhei completamente no universo dos personagens. Foi um processo muito divertido e, por algumas horas, me senti criança de novo.”
Com uma carreira consolidada nos quadrinhos brasileiros, Orlandeli é reconhecido por obras que combinam sensibilidade, humor e um olhar atento para as relações humanas, levando sua assinatura para uma nova versão de Chapeuzinho Vermelho, e reforçando a presença do interior paulista em uma publicação de alcance nacional.
Para Orlandeli, participar da Caixa de Quadrinhos representa também ampliar o alcance e a profissionalização da produção independente. “A internet foi responsável por quebrar muitas barreiras geográficas. Mesmo morando no interior paulista, tenho leitores em praticamente todos os estados do país. A dificuldade maior sempre foi ocupar determinados espaços tendo em mãos a estrutura de um autor independente. A Caixa de Quadrinhos meio que preenche essa lacuna, fortalece e profissionaliza a relação autor, mercado e público. Fazer parte desse projeto é ampliar as possibilidades de como enxergamos e atuamos na nossa profissão”, afirma.
Orandelli: “Releitura é uma coisa muito legal. Você pega algo vivo e consagrado na memória de várias pessoas e transforma em outra coisa. Chapeuzinho tem muitas simbologias que são excelentes ferramentas para o meu jeito de contar histórias, sempre com um pé na poesia e na reflexão. Estou adorando mergulhar nessa floresta e ver o que ela tem para mostrar.”
Sobre revisitar Chapeuzinho Vermelho, o quadrinista destaca o potencial criativo do conto. “Releitura é uma coisa muito legal. Você pega algo vivo e consagrado na memória de várias pessoas e transforma em outra coisa. Chapeuzinho tem muitas simbologias que são excelentes ferramentas para o meu jeito de contar histórias, sempre com um pé na poesia e na reflexão. Estou adorando mergulhar nessa floresta e ver o que ela tem para mostrar.”
Já Jeff Costa e Regiane Braz apresentam ao público uma releitura de O Anão Saltador, construída a partir da experiência criativa que desenvolveram ao longo de diversos projetos realizados em parceria. A dupla é reconhecida pela qualidade de suas narrativas, pelo cuidado artístico e pela capacidade de transformar temas universais em histórias envolventes, características que agora se refletem em um dos contos mais emblemáticos da tradição europeia.
Embora possuam estilos bastante diferentes, os três artistas compartilham o desafio de reinventar histórias conhecidas do grande público. Cada capítulo da coletânea apresenta uma linguagem própria, evidenciando a diversidade criativa dos quadrinhos brasileiros contemporâneos e demonstrando como uma mesma inspiração pode dar origem a narrativas completamente distintas.
Além de celebrar a criatividade de seus autores, Caixa de Quadrinhos – Reescrevendo Contos reforça a importância da produção independente brasileira e da colaboração entre artistas. O lançamento na Bienal Internacional do Livro de São Paulo simboliza esse momento de fortalecimento dos quadrinhos nacionais e amplia a visibilidade de autores que vêm construindo trajetórias relevantes dentro da cena independente.
Com lançamento previsto para a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, Caixa de Quadrinhos – Reescrevendo Contos reúne dez histórias inéditas produzidas por artistas de diferentes regiões do Brasil. Até o lançamento, o público pode apoiar a campanha de financiamento coletivo no Catarse, garantir o livro antecipadamente e contribuir diretamente para fortalecer a produção independente de histórias em quadrinhos no país.
Caixa de Quadrinhos reúne alguns dos principais nomes dos quadrinhos independentes brasileiros em livro que revisita contos clássicos sob uma perspectiva contemporânea
Já está no ar a campanha de financiamento coletivo do livro “Caixa de Quadrinhos – Reescrevendo Contos”, projeto que reúne autores premiados e indicados ao Troféu Ângelo Agostini, uma das mais importantes premiações dos quadrinhos brasileiros. A iniciativa pretende viabilizar a publicação da obra e ampliar a participação do coletivo Caixa de Quadrinhos na Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026.
Entre os integrantes do projeto está Cecília Ramos (Cartumante), na Categoria Desenhista de Humor Gráfico, e, também, o quadrinista Carlos Ruas, vencedor da categoria Quadrinho Digital na mais recente edição do Troféu Ângelo Agostini com a série Um Sábado Qualquer.
O coletivo também reúne artistas que participaram de obras indicadas à premiação e autores reconhecidos nacionalmente por seu trabalho nos quadrinhos, humor gráfico e literatura infantil.
A campanha acontece por meio da plataforma Catarse e convida leitores a participarem diretamente da construção do projeto. O objetivo é financiar a produção do livro e fortalecer a presença da Caixa de Quadrinhos na Bienal de São Paulo.
O livro “Caixa de Quadrinhos – Reescrevendo Contos” reúne releituras contemporâneas de histórias clássicas da literatura infantil e dos contos de fadas. Cada autor recebeu a missão de reinterpretar uma narrativa conhecida do público, trazendo reflexões sobre temas atuais e aproximando essas histórias das novas gerações de leitores.
Participam do projeto:
• Mila Massuda e Emilio Garcia — A Bela Adormecida • Guilherme Infante — A Roupa Invisível do Rei • Orlandeli — Chapeuzinho Vermelho • Gustavo Borges — A Formiga e a Cigarra • Carlos Ruas — João e Maria • Rafa Fritzen — Os Três Porquinhos • Regiane Braz e Jeff Costa — Rumpelstiltskin • Will Leite — João e o Pé de Feijão • Wesley Mercês — Rapunzel
• Cecília Ramos Cartumante – Rainha má e o espelho mágico
As histórias abordarão questões contemporâneas como tecnologia, relações humanas, comportamento digital, incentivo à leitura, saúde emocional e os desafios enfrentados por crianças e jovens na sociedade atual.
Além da publicação do livro, a campanha ajudará a fortalecer a presença da Caixa de Quadrinhos na Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026. O coletivo prepara um estande colaborativo voltado à aproximação entre autores e leitores, com sessões de autógrafos, conversas e experiências ligadas ao universo dos quadrinhos.
“O projeto representa a força da produção independente brasileira e a capacidade que os quadrinhos têm de dialogar com diferentes públicos. Queremos construir essa experiência junto com os leitores e levá-la para um dos maiores eventos literários do país”, afirma Carlos Ruas, um dos idealizadores da Caixa de Quadrinhos.
Os apoiadores poderão escolher diferentes faixas de contribuição e receber recompensas exclusivas, incluindo exemplares antecipados do livro, itens colecionáveis e benefícios especiais relacionados ao projeto.
Como apoiar
A campanha já está disponível na plataforma Catarse.
Coletivo Caixa de Quadrinhos reúne artistas brasileiros em financiamento coletivo que unirá literatura, quadrinhos e incentivo à leitura
Um grupo de quadrinistas independentes brasileiros acaba de lançar uma campanha nacional de financiamento coletivo para transformar em realidade um dos projetos mais ambiciosos da cena autoral de HQs no país. Através da plataforma Catarse, o coletivo Caixa de Quadrinhos pretende viabilizar um grande espaço colaborativo na Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026, além do lançamento do livro inédito “Caixa de Quadrinhos – Reescrevendo Contos”.
A proposta reúne autores de diferentes regiões do Brasil em torno de uma experiência que mistura literatura, arte autoral, interação com leitores e incentivo à leitura. O projeto nasce da união de quadrinistas independentes que já possuem forte presença nas redes sociais e comunidades engajadas de leitores.
Além da participação na Bienal, o coletivo prepara um estande pensado para aproximar artistas e público. A ideia é criar um ambiente vivo de convivência, com sessões de autógrafos, conversas com leitores e encontros entre fãs e autores durante todo o evento.
“Os autores independentes de quadrinhos no Brasil possuem uma força muito grande, mas muitas vezes trabalham sozinhos, acumulando todas as funções. A ideia da Caixa de Quadrinhos nasce justamente dessa união. Juntos, conseguimos chegar a espaços onde antes apenas grandes editoras conseguiam estar, como um grande estande na Bienal do Livro de São Paulo.
Esse projeto mostra a força do quadrinho autoral brasileiro e do público que acompanha e apoia esses artistas. Nós não somos corporações, mas, coletivamente, conseguimos construir algo grande, ocupar espaços importantes e mostrar ao mercado o quanto a produção independente tem relevância.” — Carlos Ruas, quadrinista participante do projeto.
O livro “Caixa de Quadrinhos – Reescrevendo Contos” reunirá releituras contemporâneas de histórias clássicas da literatura infantil e dos contos de fadas, adaptadas para questões atuais, utilizando humor, crítica social e temas ligados ao cotidiano contemporâneo.
Entre os artistas participantes e suas releituras estão:
Mila e Milio — “A Bela Adormecida”
Guilherme Infante — “A Roupa Invisível do Rei”
Orlandeli — “Chapeuzinho Vermelho”
Gustavo Borges — “A Formiga e a Cigarra”
Carlos Ruas — “João e Maria”
Rafa Fritzen — “Os Três Porquinhos”
Regiane e Jeff Costa — “Rumpelstiltskin”
Will Leite — “João e o Pé de Feijão”
Wesley Mercês — “Rapunzel”
As histórias abordarão temas contemporâneos como relações humanas, excesso de telas, comportamento digital, saúde emocional, incentivo à leitura e conexões familiares, aproximando os contos clássicos da realidade atual de crianças e jovens.
A campanha no Catarse permitirá que o público participe diretamente da construção do projeto e ajude a transformar a iniciativa em realidade. Os apoiadores poderão escolher diferentes modalidades de participação, com recompensas que incluem edições especiais do livro, brindes exclusivos e benefícios relacionados à Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026.
A iniciativa reforça o crescimento da cena independente de quadrinhos no Brasil e amplia a presença da linguagem dos quadrinhos dentro dos grandes eventos literários do país.
Como participar
A campanha oficial de financiamento coletivo está disponível na plataforma Catarse:
O público já pode acompanhar a pré-campanha e receber notificações sobre o lançamento oficial, marcado para 1º de junho.
Os apoiadores poderão adquirir o livro antecipadamente e acessar recompensas exclusivas relacionadas ao projeto e à Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026.