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Cinema

CINESESC EXIBE DOCUMENTÁRIOS PARA QUEM GOSTA DE MÚSICA, SAMBA E CARNAVAL NA SÉRIE CINEMA #EMCASACOMSESC E FILMES DO CINEASTA PAULISTANO UGO GIORGETTI

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A série Cinema #EmCasaComSesc, realizada pelo Sesc São Paulo há sete meses e com mais de 1 milhão de visualizações, disponibiliza gratuitamente ao público novos filmes em streaming pela plataforma do Sesc Digital. Nesta quinta-feira (11/02), a série estreia uma programação especial para quem gosta de música, samba e Carnaval, com os documentários “Clementina”, “O Samba”, “Elton Medeiros – O Sol Nascerá”, “Dê Lembranças a Todos” e “Viva Alfredinho!”. Já na segunda-feira (15/02), estreiam as ficções “Boleiros: Era Uma Vez o Futebol”, “O Príncipe”, “Sábado” e “A Festa”, de Ugo Giorgetti, cineasta entrevistado no novo episódio do podcast Era Uma Vez… São Paulo – 10 Anos Depois, produzido pelo CineSesc, e que vai ao ar na mesma data.

O filme “Clementina”, de Ana Rieper, conta a trajetória da cantora Clementina de Jesus (1901-1987), revelada ao mundo tardiamente, aos 63 anos, por meio de sua música e de sua história. Ela se tornou uma das maiores vozes do samba e foi considerada o elo entre a cultura brasileira e as raízes africanas. O documentário será exibido em comemoração dos 120 anos de Clementina de Jesus. Classificação indicativa: livre.

Já em “O Samba”, de Georges Gachot, Martinho da Vila é o guia do diretor franco-suíço pelo mundo do samba. Ao lado do sambista, Gachot circula pelos redutos de Vila Isabel e por grandes palcos, acompanhando de Ney Matogrosso, Leci Brandão, Paula Lima, entre outros nomes da música. Ao longo do caminho, personagens anônimos, que fazem o samba ser a grande expressão cultural brasileira, também estão presentes, dando ao filme um panorama completo do gênero. Classificação indicativa: livre.

O título “Elton Medeiros – O Sol Nascerá”, de Pedro Murad, faz uma homenagem ao cantor, compositor e ritmista Elton Medeiros (1930-2019). Junto a seu último parceiro, Vidal Assis, ele canta, conta histórias e emociona. Classificação indicativa: livre.

Outra sugestão é o título “Dê Lembranças a Todos”, dos Irmãos Di Fiore (Fábio e Thiago). A obra retrata o cantor, compositor, poeta e pintor Dorival Caymmi. Em toda carreira, Dorival criou pouco mais de 100 canções, o suficiente para se tornar um dos maiores compositores da música popular brasileira. Seu estilo é único, com letras simples e uma batida de violão que ninguém copia. O documentário ganhou o prêmio de Menção Honrosa no Festival In-Edit, em 2020. Classificação indicativa: 10 anos.

O documentário “Viva Alfredinho!”, de Roberto Berliner, encerra a seleção de filmes da programação especial de Carnaval da série #EmCasaComSesc. Fundado em 1968, em diminutos 18 metros quadrados de Copacabana, o Bip Bip é patrimônio cultural carioca. O bar refletia o espírito de seu dono, o emblemático Alfredinho. O filme é um registro afetuoso de seu velório, cerimônia que começou na mesa do bar e tomou o cemitério São João Batista de alegria e saudades, em um sábado de Carnaval. Vencedor de Melhor Curta Documentário no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, em 2020. Classificação indicativa: livre.

Na segunda-feira (15/02), estreiam na série as ficções “Boleiros: Era Uma Vez o Futebol”, “O Príncipe”, “Sábado” e “A Festa”, de Ugo Giorgetti, cineasta entrevistado do novo episódio do podcast Era Uma Vez… São Paulo – 10 Anos Depois, produzido pelo CineSesc, que vai ao ar na mesma data. Autor de produções premiadas, Giorgetti fala de sua relação com a cidade e da importância de São Paulo em sua obra.

Com apresentação da jornalista Flavia Guerra, Era Uma Vez… São Paulo – 10 Anos Depois, que estreou em 25 de janeiro, resgata o ciclo de encontros com cineastas paulistanos realizado em 2010, no CineSesc, e mediado por Christian Petterman. Os episódios mesclam trechos dos debates originais, com destaque para a contribuição de Petterman, falecido em 2016, em uma nova conversa com os diretores, que revisitam seu cinema e atualizam sua trajetória e sua perspectiva sobre o cinema paulistano e brasileiro. O podcast está disponível no canal do youtube do CineSesc (youtube.com/cinesesc). Além do episódio de Ugo Giorgetti, estão disponíveis o episódio de apresentação do projeto e a entrevista exclusiva com a cineasta Anna Muylaert.

PROGRAMAÇÃO Cinema #EmCasaComSesc

ESTREIAS 11/02
(Disponíveis por 14 dias)

CLEMENTINA
Dir.: Ana Rieper | Brasil | 2018 | 75 min | Documentário |Livre
Um olhar sobre a trajetória da cantora Clementina de Jesus (1901-1987). Revelada tardiamente, aos 63 anos, ela se tornou uma das maiores vozes do samba e foi considerada o elo entre a cultura brasileira e as raízes africanas.

O SAMBA
Dir.: Georges Gachot | Suíça | 2014 | 82 min | Documentário |Livre
Martinho da Vila é o guia de Georges Gachot pelo mundo do samba. Ao lado do sambista, o diretor circula pelos redutos de Vila Isabel e por grandes palcos, acompanhando um time de primeira: Ney Matogrosso, Leci Brandão, Paula Lima, entre outros. Ao longo deste caminho, personagens anônimos, que fazem o samba ser a grande expressão cultural brasileira, também estão presentes dando ao filme um panorama completo do gênero.

ELTON MEDEIROS – O SOL NASCERÁ
Dir.: Pedro Murad | Brasil | 2020 | 86 min | Documentário |Livre
Homenagem ao compositor Elton Medeiros. Junto a seu último parceiro, Vidal Assis, ele canta, conta histórias e emociona.

DÊ LEMBRANÇAS A TODOS
Dir.: Irmãos Di Fiore | Brasil | 2018 | 73 min | Documentário | 10 anos
Dorival Caymmi, em toda carreira, criou pouco mais de 100 canções. O suficiente para se tornar um dos maiores compositores da música popular brasileira. Seu estilo é único: letras simples e uma batida de violão que ninguém copia. Um artista por essência, expressava o que via na própria vida não só por meio da música, mas também do desenho e da pintura. De sua infância aos dias de hoje, o documentário apresenta a vida e a obra de um dos fundadores da música popular brasileira.

VIVA ALFREDINHO!
Dir.: Roberto Berliner | Brasil | 2019 | 16 min | Documentário | Livre
Fundado em 1968, em diminutos 18 metros quadrados de Copacabana, o Bip Bip é patrimônio cultural carioca. O bar refletia o espírito de seu dono, o emblemático Alfredinho. O filme é um registro afetuoso do seu velório, cerimônia que começou na mesa do bar e tomou o cemitério São João Batista de alegria e saudades em um sábado de Carnaval. Vencedor de Melhor Curta Documentário no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, em 2020.

ESTREIAS 15/02
(Disponíveis por 14 dias)

BOLEIROS: ERA UMA VEZ O FUTEBOL
Dir.: Ugo Giorgetti | Brasil | 1998 | 97 minutos | Ficção |Livre
Em um bar na cidade de São Paulo, ex-jogadores de futebol se encontram para relembrar antigas glórias e histórias curiosas do tempo em que ainda eram profissionais.

O PRÍNCIPE
Dir.: Ugo Giorgetti | Brasil | 2002 | 102 minutos | Ficção | 14 anos
Gustavo (Eduardo Tornaghi) é um homem de meia idade que vive em Paris, há mais de 20 anos. Ele leva uma vida pacata de intelectual sul-americano no exílio, feita de conferências, palestras, traduções e artigos para publicações especializadas de pouca tiragem, mas de muito prestígio. Durante todo esse tempo, Gustavo não tinha feito nenhuma visita ao Brasil. Várias vezes esteve a ponto de voltar, mas as razões para as viagens, de alguma maneira, acabaram superadas e ele pôde continuar aproveitando de sua paz na Rive Gauche. Só que sua mãe passa a ter a saúde cada vez mais frágil e, após seu sobrinho adoecer, Gustavo decide retornar ao Brasil. É quando ele passa a reencontrar a cidade e o país, os quais deixou há mais de duas décadas, tendo que se adaptar à nova realidade local.

SÁBADO
Dir.: Ugo Giorgetti | Brasil | 1994 | 85 minutos | Ficção | 12 anos
Sábado na cidade de São Paulo. Uma equipe de publicidade ocupa o saguão do antigo Edifício das Américas, no centro da cidade, para a gravação de um comercial. Mas um elevador quebrado obriga equipe e moradores a dividirem o mesmo espaço. Desse convívio forçado surgem pequenos incidentes que tornam este sábado diferente de qualquer outro.

A FESTA
Dir.: Ugo Giorgetti | Brasil | 1989 | 87 minutos | Ficção | 14 anos
Um músico, um jogador de sinuca e seu ajudante são contratados para animar uma festa em uma mansão para a elite paulistana. Os três aguardam um chamado no salão de jogos da casa. Durante a espera, eles discutem sua situação e têm contato com garçons e empregados, todos dirigidos por um mordomo autoritário.

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LINKIN PARK: UNSHATTER CHEGA AOS CINEMAS BRASILEIROS EM 30 DE SETEMBRO

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LINKIN PARKCJ 4DPLEX e SATO COMPANY anunciaram hoje que LINKIN PARK: UNSHATTER, um novo documentário intimista dirigido pelo membro da banda Joe Hahn, chegará aos cinemas de todo o mundo a partir de 30 de setembro. Após o triunfante retorno da banda aos palcos globalmente, o evento cinematográfico acompanha a trajetória do Linkin Park ao longo da perda, da superação e da reinvenção criativa, culminando na explosiva era de From Zero e em apresentações ao vivo inesquecíveis realizadas em São Paulo, Brasil.

Os ingressos estarão à venda mundialmente a partir de 13 de agosto.

O trailer oficial de LINKIN PARK: UNSHATTER foi lançado hoje, oferecendo ao público o primeiro olhar sobre a história profundamente pessoal de uma das bandas mais influentes da música contemporânea enquanto seus integrantes embarcam, juntos, em um novo capítulo de sua trajetória.

Mesclando imagens raras de arquivo, momentos espontâneos dos bastidores, sessões intimistas em estúdio e performances ao vivo eletrizantes, UNSHATTER acompanha Linkin Park desde as primeiras sessões de gravação, em 2022, até a criação de From Zero e seu retorno aos palcos ao redor do mundo.

Dirigido por Joe Hahn, o filme oferece uma visão sem precedentes do processo criativo da banda e os laços de amizade que a mantiveram unida ao longo dos anos, enquanto apresenta o próximo capítulo da história do Linkin Park, com Emily Armstrong e Colin Brittain.

Em sintonia com a estreia do filme nos cinemas, a trilha sonora oficial UNSHATTER (Live in São Paulo) será lançada em 25 de setembro, reunindo performances marcantes de músicas que abrangem toda a trajetória da banda, incluindo gravações exclusivas que não aparecem no documentário. O álbum já está disponível para pré-venda e os fãs já podem ouvir “Somewhere I Belong (Live in São Paulo)” a partir de hoje.

O público terá a oportunidade de assistir a LINKIN PARK: UNSHATTER em salas de cinema convencionais (2D), além dos formatos premium SCREENX4DX e Ultra4DX em locais selecionados ao redor do mundo. O SCREENX amplia momentos-chave para além da tela principal, com imagens panorâmicas imersivas, enquanto o 4DX envolve os espectadores com movimentos sincronizados e efeitos ambientais, dando vida às memoráveis performances de show presentes no filme de maneiras totalmente inéditas.

UNSHATTER retrata um momento muito específico na história do Linkin Park e documenta uma trajetória marcada por perda, incerteza, amizade e reinvenção“, afirma Joe Hahn. “Espero que os fãs de longa data descubram aspectos da nossa jornada que nunca viram antes, e que aqueles que estão conhecendo nossa música agora possam compreender melhor como chegamos até aqui. Mas, para além do Linkin Park, espero que as pessoas se conectem com esta história como um relato sobre relacionamentos, resiliência e o que realmente é necessário para seguir em frente quando você não tem todas as respostas.

Fonte: assessoria de imprensa

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Cinema

APÓS EXIBIÇÕES INTERNACIONAIS E PARTICIPAÇÃO NO FESTIVAL DE XANGAI, FILMES BRASILEIROS CHEGAM ÀS SALAS DE CINEMA DO PAÍS

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Os títulos “A Herança de Narcisa”, “A Fabulosa Máquina do Tempo” e “Feito Pipa” passaram por festivais mundo afora, entre eles o 28º Festival de Xangai, um dos principais da Ásia

O público brasileiro poderá conferir três dos nove filmes brasileiros que ganharam destaque no circuito internacional de festivais ao serem selecionados para a Mostra de Cinema Brasileiro, parte das iniciativas do Ano Cultural Brasil-China 2026, que integrou a programação do Festival Internacional de Cinema de Xangai – SIFF. A Herança de Narcisa, terror estrelado por Paolla Oliveira, com direção de Clarissa Appelt e Daniel Dias, já está em cartaz nos cinemas. Já A Fabulosa Máquina do Tempo, novo documentário de Eliza Capai, e o drama Feito Pipa, com Lázaro Ramos e dirigido por Allan Deberton, chegam às salas brasileiras respectivamente em 30 de julho e 24 de setembro deste ano. 

A HERANÇA DE NARCISA

Considerado o primeiro trabalho de Oliveira no cinema de horror, o longa aborda temas como vivência feminina e trauma familiar por meio da relação da protagonista Ana com sua mãe Narcisa, uma ex-vedete já falecida. Mesclando o suspense psicológico, o sobrenatural e o drama familiar, a trama acompanha a personagem principal, que, após perder a mãe, decide vender a casa onde cresceu, mas é obrigada a confrontar as memórias do passado quando começa a ser assombrada pela matriarca. A produção teve sua estreia no 27º Festival do Rio, onde conquistou o Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem na mostra Première Brasil: Novos Rumos. Também selecionado para integrar a iniciativa brasileira na China, o filme foi representado por Paolla Oliveira e os diretores Clarissa Appelt e Daniel Dias na comitiva brasileira que foi à Ásia para as celebrações do Festival de Xangai.  Segundo Appelt, a reação do público chinês ao longa foi “emotiva e muito bonita”, demonstrando a capacidade da arte de alcançar “plateias de culturas tão diferentes”. Ela conta que tal recepção não se limitou apenas a A Herança de Narcisa, também tendo presenciado respostas calorosas a outras histórias brasileiras. “É muito importante o intercâmbio cultural com o mundo todo, mas com a China, especialmente, esse contato e essa troca cultural foram muito ricas”, finaliza.

A FABULOSA MÁQUINA DO TEMPO

Em seu novo trabalho, a documentarista Eliza Capai volta a abordar temas recorrentes em sua obra, como desigualdade social e questões de gênero. Premiado no Cine PE e no Festival Internacional de Cinema de Guadalajara, o longa dá voz a um grupo de meninas que vivenciam o fim da infância e a chegada da adolescência em Guaribas, no sertão do Piauí, escolhida em 2003 como cidade piloto do Programa Fome Zero por ter o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país na época. Hoje, Capai acompanha o crescimento de suas protagonistas, enquanto elas brincam entre o passado difícil de suas mães e a possibilidade de imaginar um futuro para elas mesmas. O filme teve sua estreia mundial na Mostra Generation do Festival Internacional de Cinema de Berlim (Berlinale), além de ter sido selecionado para o É Tudo Verdade e para a Mostra de Cinema Brasileiro no SIFF. Para a produtora Mariana Genescá, que representou o documentário na exibição na China, é em experiências como essas “que vemos, na prática, como a arte e o cinema têm o poder de encurtar distâncias, desfazer fronteiras e de nos conectar através da essência máxima do que é ser humano”. Segundo Genescá, a audiência chinesa recebeu A Fabulosa Máquina do Tempo de forma calorosa, comparecendo em peso para a sessão-debate, que teve os ingressos esgotados. Para ela, a participação do público, com perguntas pertinentes e curiosas, demonstrou “como eles tinham entendido muito bem o filme, em todas as suas camadas e complexidades”.


FEITO PIPA

A trama dirigida por Allan Deberton, aborda temas como memória e aceitação ao acompanhar Gugu, um garoto queer, criado de forma livre pela avó Dilma nas proximidades da Barragem de Araújo Lima. A tranquilidade da vida que levam juntos passa a ser ameaçada quando a seca revela as ruínas de uma antiga cidade e, junto delas, o estado de saúde de sua avó, o que pode obrigá-lo a morar com o pai, Batista, com quem tem uma relação turbulenta. Protagonizado pelo jovem ator Yuri Gomes, ao lado de Lázaro Ramos e Teca Pereira, o longa foi premiado no Festival de Guadalajara, Festival de Cartagena e Festival de Berlim, onde conquistou o Urso de Cristal de Melhor Filme e o Grande Prêmio do Júri Internacional. Já no Festival de Xangai, a produção se destacou ao ser duplamente selecionada, participando tanto da Mostra Brasileira quanto da Mostra Belt and Road Film Week. Sobre a experiência, Deberton conta que foi “bonito perceber que as diferenças culturais não impediram a conexão com o protagonista e sua trajetória”, pelo contrário, “o jeito de ser de Gugu, a situação de sua família e do lugar onde vive parecem ter despertado curiosidade e identificação”“Essa é uma das maiores forças do cinema: apresentar um universo particular e, ao mesmo tempo, revelar emoções que podem ser compreendidas em qualquer parte do mundo”, conclui o diretor.

Além dos títulos, também participaram da Mostra de Cinema Brasileiro em Xangai: Papaya, de Priscilla Kellen; A Hora da Estrela, de Suzana Amaral; Amadeo e o Hipotético Mundo Novo, de Brenda Lígia e Edu Felistoque; Para Vigo me Voy!, de Lírio Ferreira e Karen Harley; O Deserto de Luiza, de Alan Minas; e Coração das Trevas, de Rogério Nunes, que está previsto para ser lançado ainda em 2026.

Fonte: assessoria de imprensa

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Cinema

NA SEMANA DO DIA MUNDIAL DA CONSERVAÇÃO DA NATUREZA, BONITO CINESUR APRESENTA OBRAS QUE DISCUTEM AS PRINCIPAIS AMEAÇAS AMBIENTAIS NA AMÉRICA DO SUL

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Ao todo, 12 produções de sete diferentes países disputam a mostra competitiva de filmes ambientais sul-americanos na 4ª edição do festival

Na semana do Dia Mundial da Conservação da Natureza, celebrado na última terça-feira (28), o Bonito CineSur, Festival de Cinema Sul-Americano, coloca a pauta ambiental no centro de sua 4ª edição. São 12 filmes de sete países sul-americanos (Brasil, Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Uruguai) nas Mostras Competitivas de Longa e Curta-Metragem Ambiental, exibidas desde domingo (26), com entrada gratuita, no Auditório Kadiwéu, no Centro de Convenções de Bonito (MS). Os vencedores, definidos pelo Júri Oficial e pelo Júri Popular, serão anunciados neste sábado (1º), na cerimônia de encerramento do festival, com a entrega do Troféu Pantanal.

Curadora das Mostras Ambientais, a documentarista, fotógrafa e jornalista Elis Regina comentou sobre a importância da circulação de produções que alertam para a situação ambiental na América do Sul: “A presença desses filmes é fundamental para ampliar o debate sobre a questão ambiental e dar visibilidade aos conflitos territoriais e a relação que os povos originários tem com a natureza.  O Bonito CineSur é  um festival voltado para o cinema sul-americano,  então  abrir espaço para essas narrativas  é uma escolha política  e artística que reflete a identidade do nosso continente.

Conheça os longa-metragens

A Mostra Competitiva de Longa-Metragem Ambiental começou em 26 de julho (domingo) com ÁGUA INVADIDA, documentário uruguaio, dirigido por Carolina Sosa, exploradora da National Geographic, que desvenda o lado sombrio da pesca ilegal no Uruguai em parceria com os biólogos marinhos Andrés Milessi e Agustín Loureiro, e com o apoio da Marinha Uruguaia. No Bonito CineSur, o filme foi representado pelo produtor associado Damian Soto. No dia seguinte (27), foi a vez de EL CAMINO DEL AGUA (Peru), dirigido pela dupla Víctor César Ybazeta e Matías Magnan que compareceu ao evento para apresentar o documentário que mostra mulheres de um pequeno povoado que mantêm uma relação profunda com a terra e a comunidade enquanto lutam contra a ameaça de um projeto de mineração que pretende se instalar no território. 

Com direção de Wojciech Ganczarek, a obra documental argentina PROPIEDAD PRIVADA PROHIBIDO PASAR foi exibida no dia 28 (terça-feira) e apresentou ao público a história de habitantes da Patagônia, acompanhando uma professora, uma pescadora e um casal mapuche, que não têm onde morar por conta de interesses imobiliários e turísticos, retratando a luta por terras em uma das regiões menos povoadas do planeta. 

Na quarta (29), foi a vez de um dos nomes centrais do documentário brasileiro sobre a Amazônia subir ao palco do Bonito CineSur: Jorge Bodanzky apresentou UM OLHAR INQUIETO: O CINEMA DE JORGE BODANZKY, codirigido pela jornalista amazonense Liliane Maia. O filme parte de um registro de 1973, quando, a serviço da TV alemã, Bodanzky sobrevoou Aripuanã (MT) e captou uma grande maloca cercada por indígenas isolados que atiravam flechas contra o avião. Recuperada meio século depois no acervo do cineasta, hoje preservado no Instituto Moreira Salles, a imagem leva o diretor de volta à região. Somado aos seus inúmeros rolos de Super 8, o material costura passado e presente para revisitar sua trajetória e os mistérios da Amazônia.

A questão ambiental sempre reflete as questões da sociedade e a questão ambiental virou a mais importante hoje”, comentou Bodanzky que, em seus 50 anos de carreira, fez questão de abordar a conservação do meio ambiente em suas obras: “Apesar de ter visto poucas mudanças desde que comecei a gravar sobre, tenho a confiança de que o cinema é fundamental para gerar consciência e impulsionar a tomada de posições”.

Nesta quinta-feira (30), a produtora-executiva Renata Carpenter apresentará MUNDURUKUYÜ – A FLORESTA DAS MULHERES-PEIXE, obra documental brasileira dirigida por Aldira Akay, Beka Munduruku e Ricélia Akay que filma as margens do Tapajós, no Pará, local em que a floresta das mulheres peixe espelha a mitologia Munduruku, onde humanos, na origem do mundo, se transformaram em floresta, plantas e animais. Por fim, o filme colombiano PÁRAMOS II EL ORIGEN ocupará a tela do festival no dia 31 de julho, com a presença do diretor Alejandro Calderón, mostrando ao público a trifurcação da Cordilheira dos Andes, o derretimento das geleiras e os conflitos socioambientais na Colômbia, a partir das vozes de comunidades indígenas, especialistas e outros atores fundamentais.

Conheça os curta-metragens

Na Mostra Competitiva de Curta-Metragem Ambiental, a abertura no domingo (26) ficou com À MARGEM DO FIM, do brasileiro Felipe Beltrame, sobre as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul e a urgência da justiça climática. Na segunda (27), foi a vez de LOURDES E LEIDE, dirigido por Angelo Lima, presente no festival, que acompanha a mãe de Leide das Neves, morta no acidente com o césio-137 em 1987, quase quatro décadas depois da tragédia. Na terça (28), foi exibida UMA UÑJIRINAKA CUIDADORXS DEL AGUA, coprodução entre Bolívia e Espanha do Colectivo Left Hand Rotation, sobre a contaminação da bacia Katari, no Lago Titicaca, e o projeto de turismo comunitário criado por mulheres de Alto Milluni.

Na quarta (29), ENTRE LA SAL Y EL CIELO, do boliviano Felipe Rosa, apresentado pelo produtor Pedro Guindani, mostrou o líder comunitário Ariel Flores na defesa da captura e tosquia tradicional de vicunhas selvagens, ameaçada pelas mudanças climáticas e pela exploração do lítio. Nesta quinta (30), o colombiano Alejandro Calderón apresenta HIPOPÓTAMOS, EL ARCA DE ESCOBAR, sobre os animais trazidos por Pablo Escobar que se multiplicaram sem controle e se tornaram ameaça ambiental. A mostra se encerra nesta sexta (31) com BUEN VIVIR: ÑUTSE CANSEYE, do Equador, dirigido por Zoé Nathalie Kugler e representado pela produtora Paula Alcivar, sobre mulheres que erguem a voz contra a extração de petróleo na Amazônia equatoriana.

Cerimônia de Premiação: 1º de agosto

Após decisão de júri formado por Vincent Carelli, indigenista e cineasta franco-brasileiro, Minom Pinho, produtora, roteirista e consultora, e Olinda Tupinambá, escritora realizadora, produtora e curadora, os vencedores serão anunciados neste sábado (1º), às 20h, no Auditório Kadiwéu, na cerimônia de encerramento apresentada por Paulo Betti e Valentina Herszage, que também entrega o Troféu Pantanal a Carelli pelo conjunto de sua obra.

A 4ª edição do Bonito CineSur está sendo realizada de 24 de julho a 01 de agosto na cidade de Bonito, Mato Grosso do Sul, e conta com o patrocínio master do Banco do Brasil e da Petrobrás e patrocínio da Caixa Econômica, da EMGEA e do Sesc MS e da Fecomércio MS. O Festival conta com o apoio da Prefeitura de Bonito, da FUNDTUR e do Estado de Mato Grosso do Sul. O evento é uma realização da Associação Amigos do Cinema e da Cultura (AACIC), Lei Rouanet e Ministério da Cultura.

Fonte: assessoria de imprensa

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