Idealizado pelos próprios artistas, o show chega ao Solar de Botafogo no dia 1º de agosto reunindo sucessos da Broadway e clássicos do rock em arranjos inéditos, participações especiais e uma experiência que vai além da música ao vivo.
Depois de três edições com ingressos esgotados em São Paulo, o “Rock na Broadway” chega pela primeira vez ao Rio de Janeiro. Em apresentação única no dia 1º de agosto, Lara Suleiman e Arthur Berges apresentam o show no Solar de Botafogo, levando ao público uma proposta que aproxima dois universos musicais de forma original grandes sucessos do teatro musical ganham novas leituras inspiradas no rock e dividem espaço com clássicos do gênero em um repertório pensado para reunir diferentes gerações de espectadores. Mais do que um show, o projeto, produzido pela Xodó Produções, se consolidou como uma experiência que transformou cada edição em um ponto de encontro para fãs de teatro musical, rock e música ao vivo. O evento conta com o apoio de Buser, B&B Hotels Brasil, Bar Ferreirinha, Surreal Bar e Solar de Botafogo. Os ingressos estão à venda no site da Meaple.
Idealizado pela dupla, o “Rock na Broadway” nasceu da vontade de desenvolver um projeto autoral que refletisse suas referências musicais para além dos personagens vividos nos palcos. A parceria tomou forma durante a temporada de “Meninas Malvadas”, em 2025, quando Lara e Arthur, intérpretes de Janis e Damian, descobriram afinidades artísticas e o desejo comum de explorar uma linguagem diferente daquela apresentada nos musicais tradicionais. O que começou como uma apresentação única rapidamente encontrou identificação com o público e se consolidou como um projeto independente em constante crescimento.
À frente do projeto, os atores, cantores e dubladores Lara Suleiman e Arthur Berges consolidaram suas trajetórias entre os principais nomes da nova geração do teatro musical brasileiro. Os dois dividiram o palco em “Meninas Malvadas” e “Jersey Boys”. Por sua atuação em “Meninas Malvadas”, Lara conquistou o Prêmio Destaque Imprensa Digital (DID), além de integrar produções como “Beetlejuice”, “Uma Babá Quase Perfeita”, “A Família Addams”, “Les Misérables”, “Bonnie & Clyde”, “tick, tick… BOOM!” e “A Noviça Rebelde”. Já Arthur protagonizou a montagem brasileira de “Escola do Rock”, musical que lhe rendeu o Prêmio Destaque Imprensa Digital (DID), e também integrou os elencos de “Rent”, “Uma Linda Mulher”, “Urinal”, “Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812”, “Um Violinista no Telhado”, “Ursinho Pooh, da Disney: o Novo Musical”, “Se Essa Lua Fosse Minha”, entre outros musicais de destaque.
“Durante muitos anos, me comuniquei com o público através das personagens que interpretei. O ‘Rock na Broadway’ nasceu da vontade de subir ao palco como artista, levando comigo todas as referências que construíram a minha trajetória. É um espetáculo que une o teatro musical e o rock, mas, acima de tudo, reúne pessoas que compartilham a mesma paixão pela música e pela experiência ao vivo”, afirma Lara Suleiman.
A identidade do espetáculo está na releitura de canções que marcaram diferentes gerações da Broadway. Em vez de reproduzir versões já conhecidas, o projeto investe em arranjos inéditos que preservam a essência das composições enquanto incorporam a potência e a sonoridade do rock. No repertório da apresentação carioca, números emblemáticos como Defying Gravity, Apex Predator e Mamma Mia ganham novas interpretações e dividem espaço com clássicos do rock, entre eles Basket Case, criando um diálogo entre diferentes estilos, épocas e públicos.
Essa construção acontece de forma colaborativa. Ao lado do diretor musical Felipe Sushi, a dupla desenvolve junto a seleção das músicas e os novos arranjos, equilibrando clássicos consagrados, produções contemporâneas e sugestões enviadas pelo próprio público ao longo das edições anteriores. O resultado é um show em constante transformação, que preserva as canções mais aguardadas pelo público sem abrir mão de surpreender a cada edição.
Desde a segunda edição, o “Rock na Broadway” passou a ser pensado como um evento completo. Além do show, o público encontra ativações especiais, produtos exclusivos, ambientação temática e um tradicional meet and greet com os artistas ao final da apresentação. A proximidade construída ao longo das edições tornou-se uma das principais marcas do projeto e ajudou a formar uma comunidade que acompanha sua evolução desde o início.
Mantendo essa tradição, a apresentação no Rio de Janeiro contará também com participações especiais, cujos nomes serão anunciados em breve. A proposta é promover encontros inéditos, ampliando as possibilidades do repertório e tornando cada edição única para o público.
Além de dividirem os vocais, os idealizadores também participam ativamente de todas as etapas criativas do show. Lara assina parte da construção vocal, incluindo harmonizações e mashups, enquanto Arthur atua no desenvolvimento dos arranjos ao lado do diretor musical Felipe Sushi e do baterista Bruno Galhardi, contribuindo diretamente para a identidade sonora do projeto, que conta com ainda com Léo Versolato e GabiSuyama na banda, Paralelamente, ambos acompanham todas as decisões relacionadas à concepção artística e à produção do evento, preservando o caráter autoral que marca o projeto desde sua criação.
“O mais bonito é perceber que o ‘Rock na Broadway’ deixou de ser apenas uma ideia ou um show e se transformou em uma comunidade. As pessoas voltam porque querem reviver aquela energia, cantar junto, descobrir novos arranjos e compartilhar esse momento com quem ama as mesmas músicas. Chegar ao Rio de Janeiro pela primeira vez é a prova de que um projeto independente, construído com muita dedicação e verdade, pode crescer sem perder a sua essência”, destaca Arthur Berges.
A estreia carioca representa o passo mais importante da trajetória do “Rock na Broadway” até agora. Pela primeira vez, o show chega a uma nova cidade, ampliando o alcance de uma iniciativa construída de forma independente e impulsionada pelo entusiasmo do público desde sua primeira edição. Mais do que celebrar o encontro entre a Broadway e o rock, a produção reafirma a força de um projeto autoral que encontrou na paixão do público o combustível para seguir crescendo.
11 de agosto de 1973. Bronx, Nova York. Uma festa em um prédio residencial de uma região marcada por dificuldades sociais e econômicas acabaria entrando para a história como um dos momentos mais importantes da cultura popular mundial. Há exatos 53 anos, o DJ Kool Herc organizava uma festa no número 1520 da Sedgwick Avenue, evento que é considerado o marco simbólico do nascimento da cultura Hip-Hop.
Naquela noite, Clive Campbell, conhecido como DJ Kool Herc, utilizou dois toca-discos para prolongar os chamados breaks — trechos instrumentais das músicas em que a bateria ganhava destaque. A técnica chamou a atenção dos dançarinos, que passaram a desenvolver movimentos cada vez mais elaborados durante esses momentos. Assim, começaram a surgir elementos que posteriormente seriam fundamentais para a cultura Hip-Hop.
O Hip-Hop, porém, não nasceu apenas da música. Ele se desenvolveu como uma cultura formada por diferentes expressões artísticas e sociais. Entre seus principais elementos estão o DJing, ligado aos DJs e à manipulação dos discos; o MCing, que deu origem ao rap; o breaking, representado pela dança; e o graffiti, que levou a expressão artística para os muros e espaços urbanos.
O contexto do Bronx foi fundamental para o desenvolvimento desse movimento. Durante as décadas de 1960 e 1970, o bairro enfrentava problemas como pobreza, abandono urbano, violência e falta de oportunidades para muitos jovens. Nesse cenário, festas de rua, encontros comunitários e manifestações artísticas se tornaram espaços de convivência e expressão.
Depois daquela festa de 1973, a cultura Hip-Hop começou a se espalhar pelo Bronx e por outras regiões de Nova York. DJs como Afrika Bambaataa e Grandmaster Flash ajudaram a desenvolver e popularizar novas técnicas, enquanto MCs passaram a utilizar rimas para animar as festas e contar histórias sobre a realidade das comunidades.
Com o passar dos anos, o Hip-Hop ultrapassou as fronteiras de Nova York e se transformou em um fenômeno mundial. O rap passou a ocupar rádios, televisões e grandes palcos, enquanto o breaking, o graffiti e a cultura dos DJs também conquistaram novos públicos.
No Brasil, o movimento encontrou terreno fértil principalmente entre os jovens das periferias. A cultura Hip-Hop ganhou força nas décadas de 1980 e 1990, dando origem a artistas, grupos e movimentos que passaram a utilizar o rap, a dança e o graffiti como formas de expressão, crítica social e afirmação cultural.
Mais de cinco décadas depois, o Hip-Hop continua se reinventando. O que começou em uma festa no Bronx tornou-se uma das manifestações culturais mais influentes do mundo, atravessando gerações, países e estilos musicais.
Neste 11 de agosto de 2026, o mundo celebra os 53 anos daquele momento histórico no Bronx. Mais do que o aniversário de um gênero musical, a data representa o nascimento de uma cultura que transformou música, dança, arte, moda e, principalmente, a maneira como milhões de pessoas encontraram uma voz para contar suas próprias histórias.
Em julho deste ano, a Canto Cego inicia uma nova fase com o lançamento de “Odiar o Fim”, seu novo álbum dividido em três partes. A primeira etapa chega com cinco faixas que mergulham em uma atmosfera cyberpunk, atravessada por guitarras bem distorcidas, baixo presente e o rock visceral de costume do grupo. O disco nasce de uma provocação ao que significa “odiar”. A partir do jogo entre as palavras “odiar” e “adiar”, a banda cria um diálogo com a reflexão do pensador indígena Ailton Krenak em “Ideias para adiar o fim do mundo”, onde se entende que podemos sobreviver a um destino inevitável ou juntar forças para buscar saídas. “Odiar o Fim” retrata um mundo em estado de ruptura — um planeta ameaçado, futuros sequestrados pela tecnologia, desigualdades ampliadas e estruturas de poder colonialistas. Mas, ao mesmo tempo, o álbum traduz um desejo de resistência através da força que nasce da indignação e da vontade de transformar.
Revolta Analógica
2. Os Muros
3. Odiar o Fim
4. Paraquedas
5. Margem
A primeira faixa, “Revolta Analógica”, abre o disco como um manifesto de desobediência em uma realidade dominada por respostas automáticas. Com uma melodia hipnotizante e ao mesmo tempo explosiva, a música questiona um mundo cada vez mais programado, onde resistir também significa recuperar a capacidade de escolher. “Os Muros” traz uma poesia sobre fronteiras físicas e simbólicas. A faixa observa um planeta cercado por divisões e conflitos, revelando a imponência dos senhores da guerra e daqueles que constroem muros como promessa de proteção, mas que escalam ainda mais a violência. A faixa-título “Odiar o Fim” é o centro conceitual do álbum. Com guitarras influenciadas pelo new metal e uma sonoridade pesada, a música fala sobre um futuro perdido para as máquinas, sobre a sensação de ter a própria história sequestrada por sistemas que parecem maiores que nós.
O ódio aqui transcende a destruição e também se torna combustível para sair da paralisia, buscar o sentimento que aciona o desejo de mudança. Em “Paraquedas”, a banda apresenta uma metáfora sobre queda e sobrevivência. Com um tom sarcástico e ao mesmo tempo afetivo, a música mistura uma conversa íntima com uma pessoa amada e a imagem de um mundo marcado pela escassez, pela concentração de riqueza e pelo poder dos bilionários. Encerrando a primeira parte do álbum, “Margem” traz uma atmosfera mais contemplativa. A faixa imagina um mundo em que as águas avançam e a natureza conduz a humanidade para outra margem. Entre a ameaça e a esperança, a música encontra beleza na possibilidade de transformação. “Odiar o Fim” reafirma a identidade da Canto Cego: uma banda que une peso, poesia e reflexão social em uma sonoridade urgente. O álbum chega acompanhado de uma turnê pelo projeto Sesc Pulsar, passando por quatro cidades do estado do Rio de Janeiro, e a banda também será uma das atrações do Espaço Favela no Rock in Rio 2026, no dia dedicado ao metal. Mais do que um álbum sobre o fim, “Odiar o Fim” é um chamado para reagir a um mundo em colapso.
Músico promete animar o público do evento com versões próprias de trilhas sonoras de jogos amados por gerações
O renomado produtor musical Shota Nakama marcará presença na Brasil Game Show 2026. Além de participar da Cerimônia de Abertura, de painéis exclusivos e de interagir com os fãs em sessões de Meet and Greet, ele e o grupo Video Game Orchestra se apresentarão na feira nos dias 10, 11 e 12 de outubro, tocando alguns dos maiores sucessos do mundo dos games rearranjados com elementos de rock.
A vinda da VGO e do músico acompanha o momento de expansão da própria BGS. Consolidada como o epicentro da cultura gamer na América Latina, a edição de 2026 cresceu: o evento está reforçando sua infraestrutura para entregar maisgames, mais estandes de grandes marcas e um número recorde de estações de jogo, permitindo que o público passe mais tempo jogando e experimentando os lançamentos mais aguardados do mercado internacional.
“O público brasileiro tem uma paixão e uma energia únicos”, afirma Shota Nakama. “Para 2026, estamos preparando três shows incríveis. Vamos levar uma produção à altura da BGS e para que os fãs se sintam prestigiados.”
O produtor musical okinawano-japonês construiu uma carreira internacional na intersecção entre videogames e música ao vivo. Ele fundou a Video Game Orchestra em 2008 e, desde então, viaja o mundo apresentando suas marcas registradas: interpretações em rock sinfônico de trilhas sonoras de franquias aclamadas como Metal Gear Solid, Chrono Trigger e muitas outras.