The Kaiser é um curta-metragem cinematográfico que explora a ascensão inicial ainda não contada da lenda da Formula 1 Michael Schumacher, focando em sua dramática estreia em 1991 e na subida ao estrelato. O filme destaca seu momento de grande revelação e a rivalidade com Ayrton Senna, com lançamento previsto para o final de 2026 como uma prova de conceito para um longa-metragem.
A ideia do filme é mostrar a tensão e a expectativa que antecederam a estreia do piloto alemão na categoria. O trailer também enfatiza que a produção foi realizada com métodos cinematográficos tradicionais, sem o uso de inteligência artificial generativa.
O oitavo mês de 2026 traz à plataforma produções de Carol Aó, Gabriel Martins, André Novais Oliveira, Karine Teles e muito mais!
Agosto chegou trazendo consigo uma lista imperdível de estreias na FILMICCA! No oitavo mês do ano, a plataforma recebe 20 curtas-metragens brasileiros de diferentes cineastas. Gabriel Martins, André Novais Oliveira e Maurílio Martins, o trio à frente da mineira Filmes de Plástico, assinam a maior parte da seleção, que atravessa quatorze anos de produção da casa, de Filme de Sábado (2009) a Nossa Mãe Era Atriz (2023). A eles se somam Karine Teles, diretora de Romance (2021), e Carol Aó, que estreou na ficção com O Céu Não Sabe Meu Nome (2024).
Além disso, a FILMICCA recebe dez títulos de Su Friedrich, nome central do cinema experimental americano. Realizados entre 1979 e 1996, os filmes partem quase sempre da experiência íntima da cineasta, sonhos, memória familiar, desejo lésbico, para chegar a questões de gênero, religião e ativismo. O conjunto inclui Os Laços Que Unem (1984), sobre a mãe alemã que viveu a ascensão do nazismo, e Nade ou Afunde (1990), retrato do pai em vinte e seis capítulos.
Confira a lista completa:
O Céu Não Sabe Meu Nome | Carol Aó | Brasil, 2024
Em um dia qualquer, Preta falece enquanto rega o seu jardim no quintal. No outro canto da cidade sua neta se desloca ao seu encontro para tomar um café. Presente e passado se fundem na memória de ambas nos permitindo conhecer cada pedaço de história da matriarca que acabou de fazer sua passagem.
Filme de Sábado | Gabriel Martins | Brasil, 2009
Uma manhã de sábado e uma ideia são suficientes para colocar André em movimento. O filme acompanha esse pequeno acontecimento com leveza e atenção aos detalhes do cotidiano.
No final do mundo | Gabriel Martins | Brasil, 2009
Um encontro com o fim do mundo serve de ponto de partida para um curta que mistura fantasia e observação em poucos minutos.
Contagem | Gabriel Martins e Maurílio Martins | Brasil, 2010
Quatro personagens vivem um mesmo acontecimento em Contagem. Entre diferentes pontos de vista, o filme revela como uma cidade pode unir destinos distintos.
Fantasmas | André Novais Oliveira | Brasil, 2010
Uma ex-namorada, uma esquina e uma câmera ligada. A partir da espera por alguém que talvez nunca apareça, o filme constrói um retrato sutil sobre memória, ausência e o tempo.
Mãos Frias, Coração Quente Cool Hands, Warm Heart | Su Friedrich | Estados Unidos, 1979
Em um mercado ao ar livre, rituais de beleza normalmente confinados ao espaço privado ganham a forma de um espetáculo público por quatro mulheres em pequenos palcos. Quando uma outra mulher tenta romper esse ciclo, descobre o quanto é difícil escapar de hábitos moldados por expectativas sociais. Filmado em Super 8, o curta examina, com ironia e precisão, as formas sutis de controle exercidas sobre o corpo feminino.
Cicatriz Scar Tissue | Su Friedrich | Estados Unidos, 1979
Nas ruas de Nova York, homens e mulheres ocupam o mesmo espaço de maneiras radicalmente distintas. Com uma montagem rigorosa e um olhar atento aos corpos em movimento, Su Friedrich constrói um ensaio silencioso sobre gênero, poder e violência cotidiana.
Pelo Rio Abaixo Gently Down the Stream | Su Friedrich | Estados Unidos, 1981
A partir de sonhos registrados pela cineasta ao longo de oito anos, o filme reúne imagens e palavras em um ensaio poético sobre memória, desejo e espiritualidade. Mulheres, animais, água e figuras sagradas femininas compõem um fluxo de associações guiado pela lógica fragmentada do inconsciente.
Ninguém But No One | Su Friedrich | Estados Unidos, 1982
Um sonho perturbador serve de ponto de partida para este ensaio experimental. Enquanto prostitutas ocupam as ruas do Lower East Side, em Nova York, palavras inscritas na película revelam os pensamentos e inquietações despertados na cineasta ao acordar.
Os Laços Que Unem The Ties That Bind | Su Friedrich | Estados Unidos, 1984
Nascida e criada no sul da Alemanha entre as décadas de 1920 e 1950, Lore Friedrich, mãe da cineasta, relembra a ascensão do nazismo, os anos de guerra e a ocupação dos Aliados, período em que conheceu seu futuro marido, um soldado americano. A única voz que ouvimos é a dela, enquanto imagens do passado e do presente atravessam Alemanha e Estados Unidos para refletir sobre memória, deslocamento e as marcas da História.
Para Sempre Condenadas Damned If You Don’t | Su Friedrich | Estados Unidos, 1987
O encontro entre uma jovem lésbica e uma freira solitária conduz um percurso onde melodrama, religiosidade e desejo se confundem. Enquanto suas histórias se entrelaçam, o filme incorpora lembranças, arquivos e a trajetória de uma freira do século XVI para refletir sobre repressão, identidade e liberdade.
Domingo | André Novais Oliveira | Brasil, 2011
Um domingo serve de ponto de partida para um ensaio audiovisual que entrelaça memória, cotidiano e o passar do tempo por meio de pequenos fragmentos da vida.
Dona Sônia Pediu Uma Arma para Seu Vizinho Alcides | Gabriel Martins | Brasil, 2011
Ao decidir se vingar, Dona Sônia procura o vizinho em busca de uma arma. A partir desse encontro, o filme aborda o luto, os conflitos cotidianos e as relações na periferia.
Pouco Mais de Um Mês | André Novais Oliveira | Brasil, 2013
Um casal que namora há pouco mais de um mês, na vida e na ficção, enfrenta as inseguranças, os estranhamentos e as descobertas que marcam o início de um relacionamento.
Mundo Incrível Remix | Gabriel Martins | Brasil, 2014
Uma tartaruga é dada de presente para uma família. Dizem ser ela a última encarnação de Jesus na Terra.
Quinze | Maurílio Martins | Brasil, 2014
Enquanto Luiza se prepara para completar 15 anos, Raquel alimenta sonhos para o futuro. Um retrato sensível sobre duas gerações unidas por expectativas, desejos e mudanças.
Rapsódia para o Homem Negro | Gabriel Martins | Brasil, 2015
Odé é um homem negro. Seu irmão, Luiz, foi espancado até a morte durante um conflito em uma ocupação de Belo Horizonte. O filme utiliza alegorias e simbolismos para contextualizar as relações políticas, raciais, de ancestralidade e urbanização no mais recente cenário político brasileiro.
Quintal | André Novais Oliveira | Brasil, 2015
No quintal e dentro de casa, um casal de idosos atravessa mais um dia de rotina. Entre pequenos gestos e conversas, surge um retrato delicado do companheirismo, do afeto e da passagem do tempo.
Constelações | Maurílio Martins | Brasil, 2016
Dois estranhos percorrem juntos uma jornada noite adentro. Ela, que não fala português, vai em busca do passado. Ele, que não fala a língua dela, se afoga nas incertezas do futuro.
Nada | Gabriel Martins | Brasil, 2017
Bia acabou de completar dezoito anos. O final do ano está chegando e também o ENEM. As pessoas na escola e os pais de Bia a pressionam para decidir qual graduação ela vai se candidatar. Bia não quer fazer nada.
Movimento | Gabriel Martins | Brasil, 2020
Durante a pandemia de Coronavírus, um pai divide seus dias entre os cuidados com a filha recém-nascida, Tereza, e os gestos mais comuns do cotidiano. Entre danças, telefonemas, fraldas e um beija-flor, o filme encontra poesia na rotina e nos afetos familiares.
Nade ou Afunde Sink or Swim | Su Friedrich | Estados Unidos, 1990
Dividido em vinte e seis pequenas histórias, o filme acompanha uma mulher que revisita episódios da infância para compreender como a relação com o pai moldou sua percepção sobre família, trabalho, afeto e identidade. Enquanto a narração constrói o retrato de um homem mais dedicado à carreira do que à vida familiar, imagens em preto e branco evocam tanto os acontecimentos extraordinários quanto os gestos mais ordinários do cotidiano.
Primeiro Vem o Amor First Comes Love | Su Friedrich | Estados Unidos, 1991
Quatro cerimônias de casamento são cuidadosamente coreografadas e embaladas por canções românticas que celebram o ideal do amor. Tudo parece seguir o roteiro esperado até que os casais heterossexuais chegam ao altar e a atmosfera festiva é interrompida por um comunicado inesperado, transformando o ritual em uma reflexão sobre casamento, desejo e as convenções que moldam os afetos.
Romance | Karine Teles | Brasil, 2021
Juliana quer ser livre numa sociedade que deseja a todo custo controlar as mulheres. O romantismo é a principal armadilha de captura. Será possível ser feliz sozinha?
Rua Ataléia | André Novais Oliveira | Brasil, 2021
Em 2011, numa noite sem luz em uma rua de um bairro de periferia, uma família aguarda o retorno da energia elétrica, rodeada por velas que iluminam conversas e pensamentos. Hoje, dez anos depois, a luz tenta impor o seu lugar perante as sombras da memória.
Incluindo Deus | Maurilio Martins | Brasil, 2020
Aos 81 anos, minha mãe vive sozinha. Ela tem aprendido novas formas de falar com o mundo, incluindo Deus.
Pai | André Novais Oliveira | Brasil, 2020
Gestado durante a quarentena da pandemia de covid-19, o filme retrata de maneira íntima e sensível a convivência do cineasta com seu pai, Norberto Novais Oliveira.
Nossa Mãe Era Atriz | André Novais Oliveira e Renato Novaes | Brasil, 2023
Maria José Novais Oliveira, uma senhora negra, moradora da periferia de Contagem, já nos seus 60 anos se tornou atriz de cinema, com uma carreira premiada no Brasil e internacionalmente. Este documentário rememora a imagem de uma mulher ímpar, que marcou o cinema brasileiro dos anos 2010.
Lésbicas Vingadoras Também Comem Fogo Lesbian Avengers Eat Fire Too | Su Friedrich | Estados Unidos, 1993
Filmado por integrantes do Lesbian Avengers e editado por Janet Baus e Su Friedrich, o documentário acompanha o primeiro ano do coletivo ativista queer fundado em Nova York. Das primeiras manifestações à histórica Dyke March em Washington, quando integrantes comem fogo diante da Casa Branca, o filme alterna registros das ações com relatos de mulheres vivendo suas primeiras experiências nas ruas como lésbicas assumidas e entrevistas com turistas diante da pergunta: “Quem são as Lesbian Avengers?”.
Esconde-esconde Hide and Seek | Su Friedrich | Estados Unidos, 1996
Enquanto sonha acordada em sua casa na árvore, Lou, uma garota de 12 anos, evita assistir a um filme de educação sexual e comemora a vitória em um concurso de arremesso de pedras. Ela vê a infância mudar de rumo quando sua melhor amiga começa a se interessar por brincos e rapazes. Em diálogo com relatos de mulheres lésbicas adultas e imagens de arquivo, o filme aproxima memória, amadurecimento e descoberta em um sensível retrato da juventude.
LINKIN PARK, CJ 4DPLEX e SATO COMPANY anunciaram hoje que LINKIN PARK: UNSHATTER, um novo documentário intimista dirigido pelo membro da banda Joe Hahn, chegará aos cinemas de todo o mundo a partir de 30 de setembro. Após o triunfante retorno da banda aos palcos globalmente, o evento cinematográfico acompanha a trajetória do Linkin Park ao longo da perda, da superação e da reinvenção criativa, culminando na explosiva era de From Zero e em apresentações ao vivo inesquecíveis realizadas em São Paulo, Brasil.
Os ingressos estarão à venda mundialmente a partir de 13 de agosto.
O trailer oficial de LINKIN PARK: UNSHATTER foi lançado hoje, oferecendo ao público o primeiro olhar sobre a história profundamente pessoal de uma das bandas mais influentes da música contemporânea enquanto seus integrantes embarcam, juntos, em um novo capítulo de sua trajetória.
Mesclando imagens raras de arquivo, momentos espontâneos dos bastidores, sessões intimistas em estúdio e performances ao vivo eletrizantes, UNSHATTER acompanha Linkin Park desde as primeiras sessões de gravação, em 2022, até a criação de From Zero e seu retorno aos palcos ao redor do mundo.
Dirigido por Joe Hahn, o filme oferece uma visão sem precedentes do processo criativo da banda e os laços de amizade que a mantiveram unida ao longo dos anos, enquanto apresenta o próximo capítulo da história do Linkin Park, com Emily Armstrong e Colin Brittain.
Em sintonia com a estreia do filme nos cinemas, a trilha sonora oficial UNSHATTER (Live in São Paulo)será lançada em 25 de setembro, reunindo performances marcantes de músicas que abrangem toda a trajetória da banda, incluindo gravações exclusivas que não aparecem no documentário. O álbum já está disponível para pré-venda e os fãs já podem ouvir “Somewhere I Belong (Live in São Paulo)” a partir de hoje.
O público terá a oportunidade de assistir a LINKIN PARK: UNSHATTER em salas de cinema convencionais (2D), além dos formatos premium SCREENX, 4DX e Ultra4DX em locais selecionados ao redor do mundo. O SCREENX amplia momentos-chave para além da tela principal, com imagens panorâmicas imersivas, enquanto o 4DX envolve os espectadores com movimentos sincronizados e efeitos ambientais, dando vida às memoráveis performances de show presentes no filme de maneiras totalmente inéditas.
“UNSHATTER retrata um momento muito específico na história do Linkin Park e documenta uma trajetória marcada por perda, incerteza, amizade e reinvenção“, afirma Joe Hahn. “Espero que os fãs de longa data descubram aspectos da nossa jornada que nunca viram antes, e que aqueles que estão conhecendo nossa música agora possam compreender melhor como chegamos até aqui. Mas, para além do Linkin Park, espero que as pessoas se conectem com esta história como um relato sobre relacionamentos, resiliência e o que realmente é necessário para seguir em frente quando você não tem todas as respostas.“
Os títulos “A Herança de Narcisa”, “A Fabulosa Máquina do Tempo” e “Feito Pipa” passaram por festivais mundo afora, entre eles o 28º Festival de Xangai, um dos principais da Ásia
O público brasileiro poderá conferir três dos nove filmes brasileiros que ganharam destaque no circuito internacional de festivais ao serem selecionados para a Mostra de Cinema Brasileiro, parte das iniciativas do Ano Cultural Brasil-China 2026, que integrou a programação do Festival Internacional de Cinema de Xangai – SIFF. A Herança de Narcisa, terror estrelado por Paolla Oliveira, com direção de Clarissa Appelt e Daniel Dias, já está em cartaz nos cinemas. Já A Fabulosa Máquina do Tempo, novo documentário de Eliza Capai, e o drama Feito Pipa, com Lázaro Ramos e dirigido por Allan Deberton, chegam às salas brasileiras respectivamente em 30 de julho e 24 de setembro deste ano.
A HERANÇA DE NARCISA
Considerado o primeiro trabalho de Oliveira no cinema de horror, o longa aborda temas como vivência feminina e trauma familiar por meio da relação da protagonista Ana com sua mãe Narcisa, uma ex-vedete já falecida. Mesclando o suspense psicológico, o sobrenatural e o drama familiar, a trama acompanha a personagem principal, que, após perder a mãe, decide vender a casa onde cresceu, mas é obrigada a confrontar as memórias do passado quando começa a ser assombrada pela matriarca. A produção teve sua estreia no 27º Festival do Rio, onde conquistou o Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem na mostra Première Brasil: Novos Rumos. Também selecionado para integrar a iniciativa brasileira na China, o filme foi representado por Paolla Oliveira e os diretores Clarissa Appelt e Daniel Dias na comitiva brasileira que foi à Ásia para as celebrações do Festival de Xangai. Segundo Appelt, a reação do público chinês ao longa foi “emotiva e muito bonita”, demonstrando a capacidade da arte de alcançar “plateias de culturas tão diferentes”. Ela conta que tal recepção não se limitou apenas a A Herança de Narcisa, também tendo presenciado respostas calorosas a outras histórias brasileiras. “É muito importante o intercâmbio cultural com o mundo todo, mas com a China, especialmente, esse contato e essa troca cultural foram muito ricas”, finaliza.
A FABULOSA MÁQUINA DO TEMPO
Em seu novo trabalho, a documentarista Eliza Capai volta a abordar temas recorrentes em sua obra, como desigualdade social e questões de gênero. Premiado no Cine PE e no Festival Internacional de Cinema de Guadalajara, o longa dá voz a um grupo de meninas que vivenciam o fim da infância e a chegada da adolescência em Guaribas, no sertão do Piauí, escolhida em 2003 como cidade piloto do Programa Fome Zero por ter o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país na época. Hoje, Capai acompanha o crescimento de suas protagonistas, enquanto elas brincam entre o passado difícil de suas mães e a possibilidade de imaginar um futuro para elas mesmas. O filme teve sua estreia mundial na Mostra Generation do Festival Internacional de Cinema de Berlim (Berlinale), além de ter sido selecionado para o É Tudo Verdade e para a Mostra de Cinema Brasileiro no SIFF. Para a produtora Mariana Genescá, que representou o documentário na exibição na China, é em experiências como essas “que vemos, na prática, como a arte e o cinema têm o poder de encurtar distâncias, desfazer fronteiras e de nos conectar através da essência máxima do que é ser humano”. Segundo Genescá, a audiência chinesa recebeu A Fabulosa Máquina do Tempo de forma calorosa, comparecendo em peso para a sessão-debate, que teve os ingressos esgotados. Para ela, a participação do público, com perguntas pertinentes e curiosas, demonstrou “como eles tinham entendido muito bem o filme, em todas as suas camadas e complexidades”.
FEITO PIPA
A trama dirigida por Allan Deberton, aborda temas como memória e aceitação ao acompanhar Gugu, um garoto queer, criado de forma livre pela avó Dilma nas proximidades da Barragem de Araújo Lima. A tranquilidade da vida que levam juntos passa a ser ameaçada quando a seca revela as ruínas de uma antiga cidade e, junto delas, o estado de saúde de sua avó, o que pode obrigá-lo a morar com o pai, Batista, com quem tem uma relação turbulenta. Protagonizado pelo jovem ator Yuri Gomes, ao lado de Lázaro Ramos e Teca Pereira, o longa foi premiado no Festival de Guadalajara, Festival de Cartagena e Festival de Berlim, onde conquistou o Urso de Cristal de Melhor Filme e o Grande Prêmio do Júri Internacional. Já no Festival de Xangai, a produção se destacou ao ser duplamente selecionada, participando tanto da Mostra Brasileira quanto da Mostra Belt and Road Film Week. Sobre a experiência, Deberton conta que foi “bonito perceber que as diferenças culturais não impediram a conexão com o protagonista e sua trajetória”, pelo contrário, “o jeito de ser de Gugu, a situação de sua família e do lugar onde vive parecem ter despertado curiosidade e identificação”. “Essa é uma das maiores forças do cinema: apresentar um universo particular e, ao mesmo tempo, revelar emoções que podem ser compreendidas em qualquer parte do mundo”, conclui o diretor.
Além dos títulos, também participaram da Mostra de Cinema Brasileiro em Xangai: Papaya, de Priscilla Kellen; A Hora da Estrela, de Suzana Amaral; Amadeo e o Hipotético Mundo Novo, de Brenda Lígia e Edu Felistoque; Para Vigo me Voy!, de Lírio Ferreira e Karen Harley; O Deserto de Luiza, de Alan Minas; e Coração das Trevas, de Rogério Nunes, que está previsto para ser lançado ainda em 2026.