Com curadoria de Hélio Pitanga e Arthur Chen, edição que celebra o Ano Cultural Brasil China 2026 exibirá 14 filmes no Cinesystem Belas Artes, em Botafogo, com entrada gratuita, entre eles o inédito “Operação Sombra”, estrelado por Jackie Chan; a atriz Lucélia Santos participará da abertura oficial e a mostra ainda terá circuito educativo em escolas e centros culturais
ão mais de 17 mil quilômetros entre Rio de Janeiro e Pequim. Mas, numa sala de cinema, essa distância dura só até as luzes se apagarem. É essa travessia que propõe a V Mostra de Cinema China Brasil, quechega ao Rio de Janeiro de 3 a 25 de agosto com 14 filmes, sendo 7 títulos chineses inéditos no Brasil, incluindo o sucesso de bilheteria “Operação Sombra”, estrelado por Jackie Chan; além de 7 produções nacionais. Outros 5 filmes chineses inéditos também compõem o circuito educativo.
A programação inclui ainda premiação, bate-papo com profissionais do mercado audiovisual chinês e um circuito de atividades que passa por escolas da rede pública, pela Arena Carioca Fernando Torres, em Madureira, pela Biblioteca Parque da Rocinha e pelo Instituto Zeca Pagodinho, em Xerém. Os filmes de circuito serão exibidos de 3 a 5 de agosto, com entrada franca, no Cinesystem Belas Artes, em Botafogo. As demais atividades acontecem ao longo do mês e também são gratuitas e abertas ao público.
A V Mostra de Cinema China Brasil tem curadoria de Hélio Pitanga (filmes nacionais) e Arthur Chen (filmes chineses), CEO da Cultural Bridge, empresa que realiza o evento. A edição de 2026 ganha um significado especial: acontecerá no ano em que os dois países celebram o Ano Cultural Brasil-China, marco da aproximação entre as duas nações também no campo simbólico e artístico.
“Da primeira edição até hoje, a aceitação do público carioca pelo cinema chinês deu um salto de qualidade. No passado, a percepção dos brasileiros sobre a China se limitava, em grande parte, aos filmes de kung fu ou a símbolos históricos distantes. Hoje, impulsionado pelo sucesso de obras como ‘O Problema dos Três Corpos’, o público do Rio passou a conhecer verdadeiramente o cotidiano e o mundo espiritual da China contemporânea, e também consegue sentir o humor e o calor humano das famílias chinesas“, afirma Arthur Chen, idealizador e curador da mostra.
Sete estreias chinesas em telas cariocas
O ineditismo é a marca da seleção assinada por Arthur Chen. Nascido na província de Zhejiang e naturalizado brasileiro, o curador construiu a programação chinesa sobre três pilares: autenticidade, diversidade e empatia, com o objetivo declarado de quebrar estereótipos e oferecer uma visão tridimensional da China de hoje.
O resultado é um recorte que o público brasileiro nunca viu: da superprodução de ação “Operação Sombra”, sucesso de bilheteria estrelado por Jackie Chan, à delicadeza do drama histórico “Yuan Longping: Pai do Arroz”, sobre o agrônomo que revolucionou o cultivo de arroz e ajudou a alimentar o mundo; de animações voltadas ao público jovem, como “Master Zhong” e “Filho Cabeçudo e Pai Cabeçudo”, a documentários que revelam a China do trabalho e da tecnologia, como “Iluminando Ali: O Diário de um Engenheiro” e “Trabalhadores da Rede Elétrica do Cinturão e Rota”, passando pelo diálogo entre civilizações milenares de “Liangzhu”.
“Na seleção, buscamos deliberadamente quebrar estereótipos, oferecendo uma visão tridimensional e vibrante da China. A programação inclui tanto grandes narrativas que mostram a modernização chinesa e o avanço tecnológico quanto retratos culturais focados na herança intangível. Há também obras delicadas que exploram emoções individuais e animações que conquistam os jovens. Queremos que o público brasileiro não veja apenas a ‘grandeza’ da China, mas também sinta o seu lado ‘pequeno’; não apenas aprecie a estética oriental, mas compreenda as alegrias e tristezas dos chineses contemporâneos“, explica o curador.
Do lado brasileiro, a seleção de Hélio Pitanga aposta em filmes que traduzem o país pela música, pela memória e pelo afeto: a cinebiografia “Mamonas Assassinas: O Filme”, os documentários musicais “Corações a Mil” e “Belchior – Apenas um Coração Selvagem”, o drama “Nosso Lar 2: Os Mensageiros”, o retrato do sociólogo Herbert de Souza em “Betinho – A Esperança Equilibrista”, a animação “Tromba Trem: O Filme” e o documentário “Vai Pra China, Eduardo”, ponte direta entre os dois países.
Chen vê nesta combinação mais do que uma coincidência de catálogo: “Embora China e Brasil estejam separados por milhares de quilômetros, geográfica e geopoliticamente, compartilhamos uma ressonância surpreendente em nossa essência cultural. Ambos os países possuem territórios vastos e passam por rápidas transformações urbanas e sociais. O cinema brasileiro frequentemente transmite um profundo amor pela terra natal e uma forte preocupação com o destino das pessoas comuns; da mesma forma, o cinema chinês é excelente em retratar as alegrias e tristezas de pessoas simples em meio a grandes mudanças de época“.
Prêmio Arara Azul homenageia as produções nacionais e chinesas
No dia 5 de agosto (quarta-feira), às 18h, o Palácio Tiradentes, no Centro, receberá a abertura oficial do evento, reunindo profissionais brasileiros e chineses da indústria do audiovisual. O evento, somente para convidados, inclui a cerimônia do Prêmio Arara Azul, que celebra as 14 produções participantes da Mostra, com homenagem especial presidida pela atriz Lucélia Santos.
Cinema e mandarim na sala de aula
Outro eixo central da Mostra é o circuito educativo. Nas sessões dos dias 3, 4 e 5 de agosto, no Cinesystem Belas Artes, parte do público virá de escolas da rede pública que já oferecem ensino de mandarim às crianças. A exibição dos filmes chineses chega como extensão natural desse aprendizado, fortalecendo a integração entre língua, cultura e imaginário.
Já nos dias 6 e 7 de agosto, a Mostra entra literalmente nas escolas, com sessões nos auditórios do CIEP Samuel Wainer e da Escola Municipal Orsina da Fonseca, ambos na Tijuca. No CIEP, os alunos assistem às animações “Muqiling” (10h) e “Yeluoli” (14h); na Orsina da Fonseca, a programação reúne o documentário “Liangzhu: Um Diálogo entre Civilizações” (10h30), a aventura “Os Temíveis Monstros da Dinastia Tang” (11h30) e as animações “Tromba Trem: O Filme” (13h00).
De 12 a 14 de agosto, as atividades e exibições seguem para a Arena Carioca Fernando Torres, em Madureira, com sessões para estudantes e público geral e performance de arte chinesa. A programação começa no dia 12 com “Os Temíveis Monstros da Dinastia Tang” (9h) e “Tromba Trem: O Filme” (11h); segue no dia 13 com “Master Zhong” (9h) e “Corações a Mil” (11h); e encerra no dia 14 com “Liangzhu: Um Diálogo entre Civilizações” (10h), “Eu Sou O Que Sou” (11h) e “Filho Cabeçudo e Pai Cabeçudo” (14h).
Ocupação na Rocinha com exibições abertas
Nos dias 20 e 21 de agosto, a Mostra ocupa o C4 – Biblioteca Parque da Rocinha, com programação voltada ao público da comunidade e geral, incluindo apresentação do projeto e performance de arte chinesa.
No dia 20, após a abertura (10h), serão exibidos “Eu Sou O Que Sou” (11h) e “Os Temíveis Monstros da Dinastia Tang” (14h); no dia 21, a programação reúne “Liangzhu: Um Diálogo entre Civilizações” (10h), a animação inédita “Master Zhong” (11h) e “Tromba Trem: O Filme” (14h).
Bate-papo com chineses e brasileiros do mercado audiovisual na ESPM
No dia 21 de agosto (sexta-feira), às 10h, a ESPM – Villa Aymoré, na Glória, sediará um o debate “Brasil & China: Novas Fronteiras da Coprodução e Distribuição Audiovisual”, com players do mercado audiovisual chinês, fórum de intercâmbio e fomento que reúne palestrantes chineses e brasileiros, universitários e convidados da indústria. O painel discutirá as oportunidades reais de coprodução internacional, o uso inovador da inteligência artificial na criação cinematográfica e as bem-sucedidas políticas de democratização e exibição de cinema de utilidade pública em ambos os países.
Participam da mesa os especialistas chineses Feng Zongze e Jia Liyuan (do Centro de Administração de Conteúdo de Cinema Digital da China) ao lado dos cineastas e produtores brasileiros João Amorim (Amorim Filmes) e Ricardo Romin (True Motion).
Haverá tradução simultânea e transmissão ao vivo. Vagas limitadas para a participação presencial.
Cinema no Instituto Zeca Pagodinho
Já no dia 25 de agosto, terça-feira, a Mostra vai até Xerém, no Instituto Zeca Pagodinho, levando um dia inteiro de atividades com performance de arte chinesa e sessões gratuitas. A programação abre às 10h30. Em seguida, serão exibidos: “Filho Cabeçudo e Pai Cabeçudo” (11h), “Liangzhu: Um Diálogo entre Civilizações” (14h), “Os Temíveis Monstros da Dinastia Tang” (15h) e “A História Dela” (16h30).
Longa dirigido por Aurélio Michiles mistura documentário e ficção para retratar a trajetória de Honestino Guimarães, desaparecido durante a ditadura militar
O filme Honestino estreia nos cinemas brasileiros no dia 13 de agosto de 2026, levando às telas a história de Honestino Guimarães, um dos principais líderes do movimento estudantil durante a ditadura militar. Dirigido por Aurélio Michiles, o longa mistura documentário e ficção para reconstruir a trajetória do jovem que se tornou um símbolo da luta pela democracia e pelos direitos dos estudantes.
Com cerca de 85 minutos de duração, a produção reúne dramatizações, imagens de arquivo e documentos históricos para apresentar a vida de Honestino, interpretado por Bruno Gagliasso nas cenas ficcionais. Para o ator, participar do projeto foi também um exercício de preservação da memória.
“Falar sobre o Honestino é falar sobre a nossa história. É não deixar ela ser apagada, não deixar ela ser inventada por outras pessoas”, afirma Gagliasso.
Quem foi Honestino Guimarães?
Nascido em Goiás, em 1947, Honestino Guimarães estudou Geologia na Universidade de Brasília (UnB), onde se destacou como uma das principais lideranças do movimento estudantil brasileiro em um dos períodos mais repressivos da história do país.
Em 1971, mesmo vivendo na clandestinidade por causa da perseguição política, foi eleito presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), entidade que havia sido colocada na ilegalidade pelo regime militar. Dois anos depois, em outubro de 1973, foi preso por agentes da repressão e desapareceu. Seus restos mortais nunca foram encontrados, tornando seu caso um dos símbolos das violações de direitos humanos cometidas durante a ditadura.
Um encontro com a história
Bruno Gagliasso conta que interpretar Honestino foi uma experiência que ultrapassou a construção de um personagem. Segundo ele, o processo de preparação aconteceu de forma intuitiva e emocional, marcado pelo compromisso de representar a essência do líder estudantil.
“Eu não tinha muitos arquivos dele em movimento. Acabou a primeira sessão e a esposa dele me abraçou, arrepiada, com os olhos cheios de lágrimas. Ela disse: ‘Você está parecido com ele, você andou como ele. Como você fez isso?’ Eu vim aberto. Quis fazer esse filme com uma honestidade tão grande que o Honestino surgiu. Eu não construí um Honestino. Ele nasceu dessa verdade. Porque eu também acredito que o mundo pode ser melhor, porque eu também vou sempre lutar contra essas pessoas. Porque eu também vou estar sempre do lado da liberdade.”
Memória, democracia e direitos humanos
Mais do que contar a história de um personagem marcante, Honestino propõe uma reflexão sobre memória, democracia e direitos humanos. Ao revisitar a trajetória do líder estudantil, o filme busca apresentar às novas gerações um capítulo importante da história brasileira e preservar o legado de quem dedicou sua vida à defesa das liberdades democráticas.
Distribuído pela Pandora Filmes, o longa chega aos cinemas com a proposta de estimular o debate sobre o passado recente do país e reforçar a importância da preservação da memória histórica por meio do cinema.
O oitavo mês de 2026 traz à plataforma produções de Carol Aó, Gabriel Martins, André Novais Oliveira, Karine Teles e muito mais!
Agosto chegou trazendo consigo uma lista imperdível de estreias na FILMICCA! No oitavo mês do ano, a plataforma recebe 20 curtas-metragens brasileiros de diferentes cineastas. Gabriel Martins, André Novais Oliveira e Maurílio Martins, o trio à frente da mineira Filmes de Plástico, assinam a maior parte da seleção, que atravessa quatorze anos de produção da casa, de Filme de Sábado (2009) a Nossa Mãe Era Atriz (2023). A eles se somam Karine Teles, diretora de Romance (2021), e Carol Aó, que estreou na ficção com O Céu Não Sabe Meu Nome (2024).
Além disso, a FILMICCA recebe dez títulos de Su Friedrich, nome central do cinema experimental americano. Realizados entre 1979 e 1996, os filmes partem quase sempre da experiência íntima da cineasta, sonhos, memória familiar, desejo lésbico, para chegar a questões de gênero, religião e ativismo. O conjunto inclui Os Laços Que Unem (1984), sobre a mãe alemã que viveu a ascensão do nazismo, e Nade ou Afunde (1990), retrato do pai em vinte e seis capítulos.
Confira a lista completa:
O Céu Não Sabe Meu Nome | Carol Aó | Brasil, 2024
Em um dia qualquer, Preta falece enquanto rega o seu jardim no quintal. No outro canto da cidade sua neta se desloca ao seu encontro para tomar um café. Presente e passado se fundem na memória de ambas nos permitindo conhecer cada pedaço de história da matriarca que acabou de fazer sua passagem.
Filme de Sábado | Gabriel Martins | Brasil, 2009
Uma manhã de sábado e uma ideia são suficientes para colocar André em movimento. O filme acompanha esse pequeno acontecimento com leveza e atenção aos detalhes do cotidiano.
No final do mundo | Gabriel Martins | Brasil, 2009
Um encontro com o fim do mundo serve de ponto de partida para um curta que mistura fantasia e observação em poucos minutos.
Contagem | Gabriel Martins e Maurílio Martins | Brasil, 2010
Quatro personagens vivem um mesmo acontecimento em Contagem. Entre diferentes pontos de vista, o filme revela como uma cidade pode unir destinos distintos.
Fantasmas | André Novais Oliveira | Brasil, 2010
Uma ex-namorada, uma esquina e uma câmera ligada. A partir da espera por alguém que talvez nunca apareça, o filme constrói um retrato sutil sobre memória, ausência e o tempo.
Mãos Frias, Coração Quente Cool Hands, Warm Heart | Su Friedrich | Estados Unidos, 1979
Em um mercado ao ar livre, rituais de beleza normalmente confinados ao espaço privado ganham a forma de um espetáculo público por quatro mulheres em pequenos palcos. Quando uma outra mulher tenta romper esse ciclo, descobre o quanto é difícil escapar de hábitos moldados por expectativas sociais. Filmado em Super 8, o curta examina, com ironia e precisão, as formas sutis de controle exercidas sobre o corpo feminino.
Cicatriz Scar Tissue | Su Friedrich | Estados Unidos, 1979
Nas ruas de Nova York, homens e mulheres ocupam o mesmo espaço de maneiras radicalmente distintas. Com uma montagem rigorosa e um olhar atento aos corpos em movimento, Su Friedrich constrói um ensaio silencioso sobre gênero, poder e violência cotidiana.
Pelo Rio Abaixo Gently Down the Stream | Su Friedrich | Estados Unidos, 1981
A partir de sonhos registrados pela cineasta ao longo de oito anos, o filme reúne imagens e palavras em um ensaio poético sobre memória, desejo e espiritualidade. Mulheres, animais, água e figuras sagradas femininas compõem um fluxo de associações guiado pela lógica fragmentada do inconsciente.
Ninguém But No One | Su Friedrich | Estados Unidos, 1982
Um sonho perturbador serve de ponto de partida para este ensaio experimental. Enquanto prostitutas ocupam as ruas do Lower East Side, em Nova York, palavras inscritas na película revelam os pensamentos e inquietações despertados na cineasta ao acordar.
Os Laços Que Unem The Ties That Bind | Su Friedrich | Estados Unidos, 1984
Nascida e criada no sul da Alemanha entre as décadas de 1920 e 1950, Lore Friedrich, mãe da cineasta, relembra a ascensão do nazismo, os anos de guerra e a ocupação dos Aliados, período em que conheceu seu futuro marido, um soldado americano. A única voz que ouvimos é a dela, enquanto imagens do passado e do presente atravessam Alemanha e Estados Unidos para refletir sobre memória, deslocamento e as marcas da História.
Para Sempre Condenadas Damned If You Don’t | Su Friedrich | Estados Unidos, 1987
O encontro entre uma jovem lésbica e uma freira solitária conduz um percurso onde melodrama, religiosidade e desejo se confundem. Enquanto suas histórias se entrelaçam, o filme incorpora lembranças, arquivos e a trajetória de uma freira do século XVI para refletir sobre repressão, identidade e liberdade.
Domingo | André Novais Oliveira | Brasil, 2011
Um domingo serve de ponto de partida para um ensaio audiovisual que entrelaça memória, cotidiano e o passar do tempo por meio de pequenos fragmentos da vida.
Dona Sônia Pediu Uma Arma para Seu Vizinho Alcides | Gabriel Martins | Brasil, 2011
Ao decidir se vingar, Dona Sônia procura o vizinho em busca de uma arma. A partir desse encontro, o filme aborda o luto, os conflitos cotidianos e as relações na periferia.
Pouco Mais de Um Mês | André Novais Oliveira | Brasil, 2013
Um casal que namora há pouco mais de um mês, na vida e na ficção, enfrenta as inseguranças, os estranhamentos e as descobertas que marcam o início de um relacionamento.
Mundo Incrível Remix | Gabriel Martins | Brasil, 2014
Uma tartaruga é dada de presente para uma família. Dizem ser ela a última encarnação de Jesus na Terra.
Quinze | Maurílio Martins | Brasil, 2014
Enquanto Luiza se prepara para completar 15 anos, Raquel alimenta sonhos para o futuro. Um retrato sensível sobre duas gerações unidas por expectativas, desejos e mudanças.
Rapsódia para o Homem Negro | Gabriel Martins | Brasil, 2015
Odé é um homem negro. Seu irmão, Luiz, foi espancado até a morte durante um conflito em uma ocupação de Belo Horizonte. O filme utiliza alegorias e simbolismos para contextualizar as relações políticas, raciais, de ancestralidade e urbanização no mais recente cenário político brasileiro.
Quintal | André Novais Oliveira | Brasil, 2015
No quintal e dentro de casa, um casal de idosos atravessa mais um dia de rotina. Entre pequenos gestos e conversas, surge um retrato delicado do companheirismo, do afeto e da passagem do tempo.
Constelações | Maurílio Martins | Brasil, 2016
Dois estranhos percorrem juntos uma jornada noite adentro. Ela, que não fala português, vai em busca do passado. Ele, que não fala a língua dela, se afoga nas incertezas do futuro.
Nada | Gabriel Martins | Brasil, 2017
Bia acabou de completar dezoito anos. O final do ano está chegando e também o ENEM. As pessoas na escola e os pais de Bia a pressionam para decidir qual graduação ela vai se candidatar. Bia não quer fazer nada.
Movimento | Gabriel Martins | Brasil, 2020
Durante a pandemia de Coronavírus, um pai divide seus dias entre os cuidados com a filha recém-nascida, Tereza, e os gestos mais comuns do cotidiano. Entre danças, telefonemas, fraldas e um beija-flor, o filme encontra poesia na rotina e nos afetos familiares.
Nade ou Afunde Sink or Swim | Su Friedrich | Estados Unidos, 1990
Dividido em vinte e seis pequenas histórias, o filme acompanha uma mulher que revisita episódios da infância para compreender como a relação com o pai moldou sua percepção sobre família, trabalho, afeto e identidade. Enquanto a narração constrói o retrato de um homem mais dedicado à carreira do que à vida familiar, imagens em preto e branco evocam tanto os acontecimentos extraordinários quanto os gestos mais ordinários do cotidiano.
Primeiro Vem o Amor First Comes Love | Su Friedrich | Estados Unidos, 1991
Quatro cerimônias de casamento são cuidadosamente coreografadas e embaladas por canções românticas que celebram o ideal do amor. Tudo parece seguir o roteiro esperado até que os casais heterossexuais chegam ao altar e a atmosfera festiva é interrompida por um comunicado inesperado, transformando o ritual em uma reflexão sobre casamento, desejo e as convenções que moldam os afetos.
Romance | Karine Teles | Brasil, 2021
Juliana quer ser livre numa sociedade que deseja a todo custo controlar as mulheres. O romantismo é a principal armadilha de captura. Será possível ser feliz sozinha?
Rua Ataléia | André Novais Oliveira | Brasil, 2021
Em 2011, numa noite sem luz em uma rua de um bairro de periferia, uma família aguarda o retorno da energia elétrica, rodeada por velas que iluminam conversas e pensamentos. Hoje, dez anos depois, a luz tenta impor o seu lugar perante as sombras da memória.
Incluindo Deus | Maurilio Martins | Brasil, 2020
Aos 81 anos, minha mãe vive sozinha. Ela tem aprendido novas formas de falar com o mundo, incluindo Deus.
Pai | André Novais Oliveira | Brasil, 2020
Gestado durante a quarentena da pandemia de covid-19, o filme retrata de maneira íntima e sensível a convivência do cineasta com seu pai, Norberto Novais Oliveira.
Nossa Mãe Era Atriz | André Novais Oliveira e Renato Novaes | Brasil, 2023
Maria José Novais Oliveira, uma senhora negra, moradora da periferia de Contagem, já nos seus 60 anos se tornou atriz de cinema, com uma carreira premiada no Brasil e internacionalmente. Este documentário rememora a imagem de uma mulher ímpar, que marcou o cinema brasileiro dos anos 2010.
Lésbicas Vingadoras Também Comem Fogo Lesbian Avengers Eat Fire Too | Su Friedrich | Estados Unidos, 1993
Filmado por integrantes do Lesbian Avengers e editado por Janet Baus e Su Friedrich, o documentário acompanha o primeiro ano do coletivo ativista queer fundado em Nova York. Das primeiras manifestações à histórica Dyke March em Washington, quando integrantes comem fogo diante da Casa Branca, o filme alterna registros das ações com relatos de mulheres vivendo suas primeiras experiências nas ruas como lésbicas assumidas e entrevistas com turistas diante da pergunta: “Quem são as Lesbian Avengers?”.
Esconde-esconde Hide and Seek | Su Friedrich | Estados Unidos, 1996
Enquanto sonha acordada em sua casa na árvore, Lou, uma garota de 12 anos, evita assistir a um filme de educação sexual e comemora a vitória em um concurso de arremesso de pedras. Ela vê a infância mudar de rumo quando sua melhor amiga começa a se interessar por brincos e rapazes. Em diálogo com relatos de mulheres lésbicas adultas e imagens de arquivo, o filme aproxima memória, amadurecimento e descoberta em um sensível retrato da juventude.
LINKIN PARK, CJ 4DPLEX e SATO COMPANY anunciaram hoje que LINKIN PARK: UNSHATTER, um novo documentário intimista dirigido pelo membro da banda Joe Hahn, chegará aos cinemas de todo o mundo a partir de 30 de setembro. Após o triunfante retorno da banda aos palcos globalmente, o evento cinematográfico acompanha a trajetória do Linkin Park ao longo da perda, da superação e da reinvenção criativa, culminando na explosiva era de From Zero e em apresentações ao vivo inesquecíveis realizadas em São Paulo, Brasil.
Os ingressos estarão à venda mundialmente a partir de 13 de agosto.
O trailer oficial de LINKIN PARK: UNSHATTER foi lançado hoje, oferecendo ao público o primeiro olhar sobre a história profundamente pessoal de uma das bandas mais influentes da música contemporânea enquanto seus integrantes embarcam, juntos, em um novo capítulo de sua trajetória.
Mesclando imagens raras de arquivo, momentos espontâneos dos bastidores, sessões intimistas em estúdio e performances ao vivo eletrizantes, UNSHATTER acompanha Linkin Park desde as primeiras sessões de gravação, em 2022, até a criação de From Zero e seu retorno aos palcos ao redor do mundo.
Dirigido por Joe Hahn, o filme oferece uma visão sem precedentes do processo criativo da banda e os laços de amizade que a mantiveram unida ao longo dos anos, enquanto apresenta o próximo capítulo da história do Linkin Park, com Emily Armstrong e Colin Brittain.
Em sintonia com a estreia do filme nos cinemas, a trilha sonora oficial UNSHATTER (Live in São Paulo)será lançada em 25 de setembro, reunindo performances marcantes de músicas que abrangem toda a trajetória da banda, incluindo gravações exclusivas que não aparecem no documentário. O álbum já está disponível para pré-venda e os fãs já podem ouvir “Somewhere I Belong (Live in São Paulo)” a partir de hoje.
O público terá a oportunidade de assistir a LINKIN PARK: UNSHATTER em salas de cinema convencionais (2D), além dos formatos premium SCREENX, 4DX e Ultra4DX em locais selecionados ao redor do mundo. O SCREENX amplia momentos-chave para além da tela principal, com imagens panorâmicas imersivas, enquanto o 4DX envolve os espectadores com movimentos sincronizados e efeitos ambientais, dando vida às memoráveis performances de show presentes no filme de maneiras totalmente inéditas.
“UNSHATTER retrata um momento muito específico na história do Linkin Park e documenta uma trajetória marcada por perda, incerteza, amizade e reinvenção“, afirma Joe Hahn. “Espero que os fãs de longa data descubram aspectos da nossa jornada que nunca viram antes, e que aqueles que estão conhecendo nossa música agora possam compreender melhor como chegamos até aqui. Mas, para além do Linkin Park, espero que as pessoas se conectem com esta história como um relato sobre relacionamentos, resiliência e o que realmente é necessário para seguir em frente quando você não tem todas as respostas.“