Com “Godzilla Minus Zero” chegando na próxima semana, fãs tem até 28 de outubro para reassistir ao primeiro longa nas telonas
A Sato Company preparou uma surpresa para os fãs de Godzilla: em aquecimento para a chegada de GODZILLA MINUS ZERO aos cinemas, no dia 5 de novembro, o sucesso de crítica e bilheteria GODZILLA MINUS ONE ganha sessões especiais em cinemas selecionados entre os dias 26 e 28 de outubro. Confira os locais e horários e garanta seu ingresso aqui.
O longa conta a história de um Japão arrasado pela Segunda Guerra Mundial, lidando com as consequência do conflito e tendo que reconstruir o país. Neste contexto, uma ameaça devastadora e poderosa emerge na forma de Godzilla, um monstro colossal que precisará ser enfrentado pela união do povo japonês. Lançado originalmente em 2023 e com direção de Takashi Yamazaki (“Zero Eterno”), GODZILLA MINUS ONE foi o vencedor do Oscar de Melhores Efeitos Visuais na premiação do ano seguinte.
A sequência, GODZILLA MINUS ZERO, se passa em 1949 e dá continuidade à história de Shikishima, personagem vivido por Ryunosokue Kamiki, que precisa enfrentar uma nova calamidade devastadora capaz de ameaçar o futuro mundial. Dois anos após os acontecimentos tumultuosos do último filme, dessa vez com uma nova calamidade a ser enfrentada, os personagens precisarão derrotar um Godzilla mais aterrorizante do que nunca.
Setenta e dois anos após o nascimento da icônica criatura, GODZILLA MINUS ZERO está pronto para dar continuidade ao inegável legado do monstro, fazendo a sua estreia no Dia do Godzilla (3 de novembro) de 2026, no Japão. Aqui no Brasil, a data de lançamento oficial é 5 de novembro, com distribuição Sato Company.
Como parte da campanha, a Sato Company também relança nos cinemas entre 26 e 28 de outubro o ganhador do Oscar GODZILLA MINUS ONE para que os fãs possam relembrar a narrativa do filme anterior antes de assistir a mais nova obra da sequência. Garanta seu ingresso aqui.
Dirigido por José Eduardo Belmonte e escrito por L.G. Bayão, longa inspirado em um dos assaltos à banco mais emblemáticos do país chega aos cinemas em 5 de novembro, com elenco liderado por Murilo Benício e Christian Malheiros
A combinação entre uma história real surpreende e um time de profissionais com trajetórias expressivas no audiovisual brasileiro marca “ASSALTO À BRASILEIRA”, longa-metragem dirigido por José Eduardo Belmonte, com roteiro de L.G. Bayão e protagonizado por Murilo Benício e Christian Malheiros. Com distribuição da Galeria, o filme estreia nos cinemas em 5 de novembro e revisita o assalto à principal agência do Banestado, em Londrina, no Paraná, em 10 de dezembro de 1987, episódio que mobilizou centenas de reféns e atraiu a atenção de toda a cidade.
À frente da direção da produção, José Eduardo Belmonte acumula mais de duas décadas de experiência no cinema e na televisão. Nascido em Brasília, o diretor construiu uma filmografia marcada pela diversidade de gêneros e narrativas, com títulos como “A Concepção” (2005), “Se Nada Mais Der Certo” (2008), “Alemão” (2014), “Carcereiros – O Filme” (2019), “As Verdades” (2021), “O Pastor e o Guerrilheiro” (2022) e “Uma Família Feliz” (2023). Na televisão, também esteve à frente de produções como as séries “Carcereiros” e “As Five”. Em “ASSALTO À BRASILEIRA”, Belmonte conduz uma trama que combina tensão policial, drama e situações inusitadas, tendo como pano de fundo um acontecimento que entrou para a história do país.
O roteiro é assinado por L.G. Bayão, que soma mais de 30 trabalhos inscritos para o audiovisual. Com experiência em diferentes gêneros, o roteirista transita entre dramas biográficos, comédias e produções voltadas ao público familiar. Entre seus créditos estão “Heleno” (2011) “I“Irmã Dulce” (2014), “Ponte Aérea” (2015), “O Shaolin do Sertão” (2016), “Detetives do Prédio Azul: O Filme” (2017), “Minha Fama de Mau” (2019) “Maníaco do Parque” (2023), “Aumenta que é Rock’n’Roll” (2024) e “O Shaolin do Sertão 2”. Ao longo da carreira, Bayão recebeu indicações ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro por “Irmã Dulce”, “Detetives do Prédio Azul: O Filme” e “Minha Fama de Mau”. Em “ASSALTO À BRASILEIRA”, transforma um episódio histórico em uma narrativa cinematográfica que acompanha diferentes perspectivas do caso, da negociação com os assaltantes à repercussão popular do acontecimento.
No papel de Paulo, jornalista recém-demitido que enxerga no assalto a oportunidade de conseguir um grande furo, está Murilo Benício, um dos nomes mais reconhecidos de sua geração. Com uma carreira que atravessa mais de três décadas, o ator consolidou sua presença no cinema e na televisão em produções como “O Homem do Ano” (2003), “O Beijo no Asfalto” (2018) e novelas de grande repercussão, entre elas “O Clone” (2001), “A Favorita” (2008), “Avenida Brasil” (2012) e “Pantanal” (2022). Ao longo de sua trajetória, recebeu diversos reconhecimentos por suas atuações, incluindo prêmios Melhores do Ano e Troféu Imprensa. Além de ator, Benício também atua como diretor, tendo estreado na função com “O Beijo no Asfalto” e dirigido posteriormente “Pérola” (2023).
Christian Malheiros interpreta Moreno, um dos líderes do assalto. O ator ganhou projeção internacional como “Sócrates” (2018), longa dirigido por Alexandre Moratto que lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator no Festival Mix Brasil e o reconhecimento da crítica especializada, além de uma indicação ao Independent Spirit Awards. Posteriormente, integrou o elenco de “7 prisioneiros” (2021), ao lado de Rodrigo Santoro, e conquistou popularidade ao interpretar Nando na série “Sintonia”, sucesso da Netflix. Com uma trajetória que começou no teatro ainda na infância, Malheiros vem construindo uma carreira que transita entre o cinema independente, as produções de alcance internacional e os projetos populares de grande audiência.
O elenco conta ainda com Robson Nunes, ator, humorista e apresentador conhecido por sua versatilidade. No cinema, interpretou o jovem Tim Maia no especial “Por Toda Minha Vida”, da TV Globo, e voltou a viver o cantor no longa “Tim Maia” (2014). Também participou de produções como “Carandiru” (2003), “Mais Forte que o Mundo – A História de José Aldo” (2016) e “Barraco de Família” (2021). Sua trajetória inclui trabalhos na televisão, no teatro, na comédia e na dublagem.
Fernanda de Freitas também integra o elenco. A atriz iniciou sua carreira na televisão no fim dos anos 1990 e ganhou destaque em novelas como “Coração de Estudante” (2002), “Kubanacan” (2003–2004) e “Negócio da China” (2008–2009), além de conquistar o público com a série de comédia “Tapas & Beijos” (2011–2015). No cinema, participou de produções como “Cidade Baixa” (2005), “Zuzu Angel” (2006), “Tropa de Elite” (2007) e “Malu de Bicicleta” (2010). Em “Assalto à Brasileira”, divide a cena com um elenco que reúne diferentes gerações e experiências do audiovisual nacional.
Uma história real que entrou para o imaginário brasileiro
Inspirado nos acontecimentos de 10 de dezembro de 1987, “ASSALTO À BRASILEIRA” acompanha Paulo, um jornalista recém-demitido que decide se aproximar de Moreno e Barba, líderes do assalto ao Banestado, para intermediar as negociações com as autoridades. Enquanto os criminosos mantêm centenas de pessoas como reféns dentro da agência bancária, o policial Fonseca, interpretado por Paulo Miklos, conduz as negociações do lado de fora.
O episódio ficou marcado pelo número de pessoas envolvidas e pela reação inesperada da população de Londrina, que acompanhou a movimentação nas ruas e chegou a demonstrar simpatia pelos assaltantes. Em meio à crise econômica e à inflação que assolavam o Brasil naquele período, o caso ganhou contornos singulares e se tornou um dos episódios mais conhecidos da história policial brasileira.
Produzido pela Galeria, Santa Rita Filmes e Grupo Telefilms, o longa conquistou três prêmios no Festival de Brasília de 2025: Melhor Ator, para Murilo Benício; Melhor Ator Coadjuvante, para Christian Malheiros; e Melhor Filme pelo Júri Popular. A produção também integrou a programação da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e do Festival de Cinema Brasileiro de Paris, ampliando sua circulação em importantes eventos dedicados à cinematografia nacional.
“ASSALTO À BRASILEIRA” estreia nos cinemas em 5 de novembro, com distribuição da Galeria
Distribuído pela Diamond Films, o longa une ação frenética e personagens cativantes
Chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29) o lançamento de ação da Diamond Films, TRÊS HORAS PARA VIVER (“Runner”). Com um elenco encabeçado por Rodrigo Santoro (“O Filho de Mil Homens”), Alan Ritchson (“Reacher”) e Owen Wilson (“Marley & Eu”), o longa conta a história de um entregador de elite contratado para escoltar um órgão até a garotinha que vai recebê-lo. Porém, a caminho do hospital, a jornada se torna uma literal corrida pela vida quando um grupo criminoso tenta roubar a preciosa carga.
Queridinho do gênero de ação, Alan Ritchson é quem dá vida ao protagonista Hank Malone, que está em busca de reconstruir sua vida e, para isso, trabalha realizando as mais variadas missões. É assim que seu caminho se cruza com o de Ben Bishop, médico encarregado do transporte de um órgão vital destinado a salvar a vida de uma garotinha doente. Contratado para fazer essa importante escolta, Hank não contava com um elemento surpresa: o interesse do perigoso líder de uma facção criminosa, Damián Zaldívar, no órgão em questão.
O personagem de Rodrigo Santoro vai fazer tudo o que está ao seu alcance para interceptar a dupla e roubar a carga, já que o homem tem seus próprios motivos para levar essa missão às últimas consequências. Em meio a perseguições de carro, lutas corpo a corpo e o objetivo nobre de salvar a vida de uma criança, TRÊS HORAS PARA VIVER é um prato cheio para os fãs de ação cheia de adrenalina e com uma história que envolve.
O longa é dirigido pelo ex-dublê Scott Waugh (“Os Mercenários 4”) e também conta com nomes como Leila George D’Onofrio (“Máquinas Mortais”), Sullivan Stapleton (“300: A Ascensão do Império”) e Peta Sergeant (“Patrick: O Despertar do Mal”).
TRÊS HORAS PARA VIVER é distribuído pela Diamond Films, a maior distribuidora independente da América Latina, e chega aos cinemas nacionais em 29 de outubro.
Dirigida por Travis Knight, a animação chega ao Brasil com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes e apontada como a favorita ao Oscar® de Melhor Animação
Até onde você iria por amor? Do estúdio LAIKA, responsável por Coraline e o Mundo Secreto, O Bosque Selvagem estreia nesta quinta-feira (29) nos cinemas, com distribuição da Imagem Filmes. Resultado de 16 anos de trabalho, a animação em stop-motion dirigida por Travis Knight (Kubo e as Cordas Mágicas) chega ao país com com 100% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, se tornando o filme mais bem avaliado da história do estúdio. Além disso, obteve média 4,5 (de 5) no Letterboxd. O longa também já é apontado como um dos favoritos ao Oscar® de Melhor Animação.
A recepção da crítica internacional confirma a dimensão do projeto. Frank Scheck, do The Hollywood Reporter, classificou a animação como o projeto mais ambicioso da LAIKA e talvez a obra-prima do estúdio. O crítico Robbie Collin, do britânico The Telegraph, foi além: “Acho que acabei de ver o filme em stop-motion mais bonito já feito”. Para o TheWrap, trata-se de uma das animações mais impressionantes já realizadas, enquanto a Collider afirmou que o longa supera todos os trabalhos anteriores da LAIKA.
O Bosque Selvagem: Uma fantasia épica como ato de amor
Baseado no livro de Colin Meloy, com ilustrações de Carson Ellis, O Bosque Selvagem acompanha Prue McKeel (Giulia Benite na versão dublada), uma adolescente obstinada que vê o irmão caçula ser levado por um bando de corvos. Para resgatá-lo, ela parte rumo à Floresta Impenetrável, uma mata encantada escondida logo além de Portland, no Oregon. Ao lado de Curtis Mehlberg (Pedro Burgarelli na versão dublada), colega de classe atrapalhado, porém leal e secretamente apaixonado por ela, Prue atravessa um mundo de animais falantes, bandidos e figuras poderosas movidas por luto e ambição. Quando a dupla é arrastada para um conflito que ameaça o equilíbrio da própria floresta, a jovem precisa encontrar uma força que nunca soube ter e arriscar tudo para trazer o irmão de volta.
Do outro lado do conflito está Alexandra, a Governadora Viúva, personagem que encarna de forma trágica a pergunta que move o filme: até onde ir por quem amamos? Muito antes de ser vista como vilã, Alexandra era apenas uma mãe. A morte do filho pequeno despedaçou seu mundo de tal forma que ela se recusou a aceitá-la como definitiva. Na tentativa de derrotar a morte, acabou aprisionada no próprio luto, sacrificando a compaixão, a razão e, por fim, a humanidade em busca do impossível. Alexandra não é movida pela crueldade, mas por um amor que se transformou em obsessão. É o lembrete de que até nossas virtudes mais profundas, quando perdem os limites, podem se tornar nossas maiores tragédias. “O luto pode fazer o impossível parecer negociável”, resume o diretor Travis Knight.
Pelo caminho, Prue encontra aliados que revelam as muitas faces da coragem. Brendan, líder dos Bandidos, conquistou o posto pela confiança dos companheiros, não pela busca de poder, e logo reconhece na jovem a rara disposição de escolher o que é certo em vez do que é fácil. A General, majestosa comandante do Principado Aviário, governa com autoridade e sabedoria e é uma das poucas figuras capazes de enxergar além das disputas entre facções. Já a pequena e maltrapilha Septima, subestimada por quase todos, sobrevive de esperteza e lábia, misturando trapaça, humor e uma lealdade surpreendente. A jornada ainda reúne a guerreira Niamh, o excêntrico e teatral Corujão Rei, a sábia Iphigenia, alma mais antiga do bosque, o Chefe dos Correios, que conhece como ninguém os caminhos ocultos da floresta, e o azarado Dmitri, um soldado de decência inabalável.
Ao lado de Alexandra está Maksim, que serve a Governadora com devoção absoluta, convicto de que a ordem vale qualquer preço, e encarna a certeza sedutora do poder autoritário. Mais discreto, mas não menos perigoso, Lars Svik não busca amor, e sim controle, certo de que o destino das nações se decide em salas silenciosas. Na família de Prue, a mãe, Sra. McKeel, acolhedora e artística, e o pai, Sr. McKeel, engraçado e pé no chão, mostram que os gestos comuns de cuidado também podem ser heroicos.
A grandeza de O Bosque Selvagem
A história de O Bosque Selvagem começou antes mesmo de o livro chegar às livrarias em 2001. Um ano antes, Knight leu o manuscrito ainda inacabado de Colin Meloy e soube na hora que queria adaptá-lo. A escala da história, porém, estava além do que o stop-motion permitia na época, e o projeto amadureceu por 16 anos enquanto a LAIKA lançava outros filmes. Os storyboards começaram a ser desenvolvidos em 2018, a pré-produção teve início em 2020, poucas semanas antes da pandemia, e as filmagens começaram oficialmente em 2021.
Travis Knight e uma equipe de mais de mil artistas, artesãos, técnicos e realizadores trabalharam por anos para dar vida ao roteiro que ele assina ao lado de Chris Butler, que já havia assinado os roteiros de ParaNorman, Kubo e as Cordas Mágicas e Link Perdido.
A equipe liderada pelo designer principal de personagens Thibault Leclercq desenvolveu o visual dos personagens, enquanto a figurinista Deborah Cook confeccionava as roupas em miniatura e o diretor de arte Nelson Lowry transformava as peculiaridades de Portland, cidade-sede da LAIKA, em cenários que funcionam como uma declaração de amor da equipe à cidade. Para a fotografia, Knight convidou Caleb Deschanel, seis vezes indicado ao Oscar®, que estreia no stop-motion após décadas de carreira no live-action, experiência que reconfigurou a forma como o estúdio pensa a imagem. A trilha sonora é de Dario Marianelli, vencedor do Oscar® por Desejo e Reparação, que já havia composto para a LAIKA em Kubo e as Cordas Mágicas e Os Boxtrolls.
Os números dão a dimensão do projeto: foram 231 semanas de produção, 2.804 planos na versão final e 132 cenários práticos, que dão forma a 117 locações distintas. Para que os 233 bonecos transmitissem emoção real, foram criados 142.030 rostos substituíveis, trocados quadro a quadro. O número supera os cerca de 106 mil de Link Perdido, até então o recorde entre os longas em stop-motion. Cada personagem principal recebe um rosto único para cada quadro de animação, o equivalente a 24 rostos por segundo de filme, e cada um deles é preservado no acervo da LAIKA como uma obra de arte individual.
Outros números ajudam a entender a escala de O Bosque Selvagem:Recorde no stop-motion: uma única cena exigiu 1.124 rostos substituíveis, 555 para Prue e 569 para Curtis. Segundo a LAIKA, é o maior número já usado em um único plano na história da técnica.
.Lágrimas: 67 planos mostram lágrimas visíveis, mais de dez vezes o recorde anterior do estúdio, que pertencia a Os Boxtrolls, com apenas seis.Do minúsculo ao gigante: o menor boneco, a Mini Septima, tem apenas 4,1 cm de altura. O maior, a General, mede 86 cm do bico à cauda e tem 1,63 m de envergadura, a altura de um adulto.
Pena por pena: cada boneco da General carrega 3.794 penas colocadas individualmente.
Uma floresta feita à mão: 728 árvores artesanais representam dez espécies do noroeste do Pacífico. A armação mais alta chega a 5,72 m, quase a altura de um sobrado.
Do tamanho de dois campos de futebol: as filmagens ocuparam 112 palcos, em uma área de mais de 14.400 m².
e São Paulo a Brasília em arame: a produção usou cerca de 1.151 km de arame de latão, mais que a distância rodoviária entre as duas cidades. Todo o material foi reciclado ao fim das filmagens.“Nosso filme foi feito à mão, um quadro por vez, e acredito que o público consegue sentir essa presença humana na imagem. Mas o artesanato nunca é o ponto. O sentimento é o ponto. A técnica é apenas o modo como comunicamos algo íntimo e vivo. Não fazemos esses filmes para que as pessoas vejam o trabalho por trás deles. Fazemos para que, por um tempo, elas esqueçam completamente o trabalho e acreditem na vida diante delas”, conta o diretor Travis Knight.
Brasileiros em “O Bosque Selvagem”:
Entre os profissionais que contribuíram para dar vida ao universo fantástico do filme estão Thiago Calçado, animador de stop-motion com experiência em algumas das principais produções internacionais da técnica, e Marcelo Amp, especialista em moldagem e fundição de silicone.
Thiago Calçado volta a trabalhar com o diretor Travis Knight após participar de “Kubo e as Cordas Mágicas” (2016), produção da LAIKA indicada ao Oscar® de Melhor Animação e de Melhores Efeitos Visuais, além de vencedora do BAFTA® de Melhor Animação, de três prêmios Annie® e do National Board of Review®. Ao longo da carreira, Calçado também fez parte da equipe de animação de ‘Minhocas’ e ‘Dyrene i Hakkebakkeskogen’, longa norueguês inspirado no livro clássico de Thorbjørn Egner. Trabalhou no aclamado ‘Ilha dos Cachorros’ (2018), de Wes Anderson, indicado ao Oscar® de Melhor Animação e de Melhor Trilha Sonora Original e vencedor do Urso de Prata de Melhor Direção no Festival de Berlim.
Assista ao trailer:
Outro destaque de sua carreira é a participação como animador sênior de ‘Pinóquio’ (2022) de Guillermo del Toro, e o responsável por animar a Morte, uma das figuras mais marcantes do filme vencedor de outros 71 prêmios ao redor do mundo. Sua trajetória contempla também A Fuga das Galinhas: A Ameaça dos Nuggets” (2023), da Aardman, e o desenvolvimento de projetos próprios como diretor: a série de animação 2D “Ana Bolinha” (2021) e “Sol em Dó Ré Mi” (2024), exibida na TV Brasil, que combina animação 2D e stop-motion.
Marcelo Amp integra a equipe de efeitos especiais e trabalhou na criação da pele dos bonecos, uma etapa essencial para garantir a aparência realista dos personagens, a interação dos materiais com a iluminação e a flexibilidade necessária para a animação quadro a quadro. Amp também é conhecido por trabalhar em produções como “Morto Não Fala” (2018), Reza a Lenda (2016), Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro (2018), Remanente: Voltagem (2026).
O Bosque Selvagem estreia em 29 de outubro nos cinemas brasileiros com distribuição da Imagem Filmes.