De 13 a 16 de agosto, a cidade do interior de São Paulo dá o pontapé inicial para a quarta edição do festival
A edição 2026 do KOFF – Korean Film Festival está prestes a começar, e a primeira cidade do circuito será Piracicaba, no interior de São Paulo. Entre os dias 13 e 16 de agosto, o festival levará 48 curtas e 12 longas-metragens para as mostras competitiva e não-competitiva no município que recebe o evento desde seu primeiro ano. Os ingressos podem ser retirados de forma gratuita pelo Sympla, também na bilheteria dos espaços.
Esta será a quarta edição do festival, que teve sua estreia em 2023 e desde então se tornou uma vitrine do cinema coreano no país, expandindo o circuito por diferentes cidades a cada ano. Em 2026, além de Piracicaba, receberão o KOFF cinemas de Fortaleza, Salvador, Curitiba, Recife, Belo Horizonte e São Paulo, que finaliza o ciclo no início de outubro.
A programação de Piracicaba será dividida entre duas sedes: enquanto a Mostra de Curtas-metragens será exibida no SESC – Piracicaba, as Mostras de Longas-metragens serão exibidas no Teatro do Engenho. Entre os destaques, estão: o maior sucesso de bilheteria de todos os tempos na Coreia do Sul: The King’s Warden (2026, Jang Hang-jun) e o fenômeno de crítica No Other Choice (2026, Park Chan-wook), representante da Coreia do Sul pré-selecionado para a edição deste ano do Oscar.
Confira a programação completa do KOFF Piracicaba:
13/08 – QUINTA
TEATRO DO ENGENHO
17h – Coquetel
18h – Cerimônia de Abertura
19h – Sessão 1: Longa-metragem – Mostra não-competitiva:
The King’s Warden (117 min)
SESC PIRACICABA
15h00 – Sessão 1: 6 curtas-metragens (133 min)
Standby, Mom
PONGNAN
The lion doesn’t cry
Indigestion
Quiet Fires
The Bridges
17h40 – Sessão 2: 5 curtas-metragens (102 min)
3, 2, 1, 0
I, doll
Cinderella at Noon
Visitors
Don’t Come back
19h40 – Sessão 3: 4 curtas-metragens (91 min)
The Possessed
Hole
Swapped Funerals
Undercurrent
14/08 – SEXTA
TEATRO DO ENGENHO
15h00 – Sessão 2: Longa-metragem – KOFA
Sob o Céu de Seul (115 min)
17h00 – Sessão 3: Longa-metragem – Mostra competitiva
Hideaway (107 min)
19h00 – Sessão 4: Longa-metragem – Mostra não-competitiva
No Other Choice (140 min)
SESC PIRACICABA
18h00 – Sessão 4: 4 curtas-metragens (104 min)
The Scent of Summer
Farewell, Saranghae, Farewell
The Last Stay
Leak
20h00 – Sessão 5: 4 curtas-metragens (70 min)
Libera – the time : waiting for you
On the Way to Kill the Kick Scooter
The Game of Sisyphus
Illusory Dream
15/08 – SÁBADO
TEATRO DO ENGENHO
14h00 – Sessão 5: Longa-metragem
Horoomon (103 min)
16h00 – Sessão 6: Longa-metragem – Mostra competitiva
Tango at Dawn (116 min)
18h00 – Sessão 7: Longa-metragem – Mostra competitiva
Halo (106 min)
20h00 – Sessão 8: Longa-metragem – Mostra competitiva
Isle Child (88 min)
SESC PIRACICABA
13h00 – Sessão 6: 7 curtas-metragens (109 min)
Womb Mates
Family Time
Tongue
SPEEDY!
Tainted Love
Soony, meeny, miny, moe
Where roots go
15h00 – Sessão 7: 7 curtas-metragens (131 min)
Sexy Fly
Anti-Sneak-Out Committee!
How to make a scary story?
Planet Spoilia
Normal human
Chicken Run
Tiny
16/08 – DOMINGO
TEATRO DO ENGENHO
14h00 – Sessão 9: Longa-metragem – KOFA:
Fuzileiros que Nunca Retornaram (109 min)
16h30 – Sessão 10: Longa-metragem – Mostra competitiva
My Missing Aunt (78 min)
18h00 – Sessão 11: Longa-metragem – Mostra competitiva
Time of Cinema (95 min)
20h00 – Sessão 12: Longa-metragem – Mostra competitiva
Antes de chegar aos cinemas de todo o Brasil, AQUELE QUE VIU O ABISMO terá uma pré-estreia especial promovida pela Embaúba Filmes no dia 23 de julho (quinta-feira), às 20h, no Espaço Petrobras de Cinema, em São Paulo. Após a exibição, o público poderá acompanhar um debate com os diretores Gregorio Gananian e Negro Leo, mediado pelo poeta, ensaísta e teatrólogo Marcelo Ariel, um dos principais pensadores da literatura e da cultura brasileira contemporânea. Os ingressos para a sessão têm valor promocional de R$ 10.
Premiado como Melhor Filme na Mostra Olhos Livres da 27ª Mostra de Cinema de Tiradentes, o longa propõe uma experiência sensorial que rompe com as convenções narrativas ao combinar ficção científica, música, performance e imagens de forte impacto visual. O encontro após a sessão promete ampliar as discussões propostas pelo filme, reunindo diferentes perspectivas sobre criação artística, linguagem e experimentação no cinema brasileiro.
Dirigido por Gregorio Gananian e Negro Leo, AQUELE QUE VIU O ABISMO estreia nacionalmente em 30 de julho. Ambientado em um futuro distópico, o filme acompanha X (Negro Leo), que embarca em uma jornada perigosa, imerso em uma complexa trama de assassinatos, visões e experiências alucinógenas. Enquanto tenta sobreviver e compreender a realidade ao seu redor, ele se vê encurralado pela ProLife, uma empresa multinacional que recruta civis oferecendo a promessa de uma vida eterna.
Realizado pela Zaum Produtora em parceria com a Katásia Filmes, o longa aposta em uma construção visual e sonora que convida o espectador a se entregar à experiência proposta. Para Gregorio Gananian, o protagonista funciona como “um xamã contemporâneo, que entende as frequências da vida”. Negro Leo, por sua vez, recomenda que o filme seja visto e ouvido para que o público possa sentir a essência da obra.
Com curadoria de Hélio Pitanga e Arthur Chen, edição que celebra o Ano Cultural Brasil China 2026 exibirá 14 filmes no Cinesystem Belas Artes, em Botafogo, com entrada gratuita, entre eles o inédito “Operação Sombra”, estrelado por Jackie Chan; a atriz Lucélia Santos participará da abertura oficial e a mostra ainda terá circuito educativo em escolas e centros culturais
ão mais de 17 mil quilômetros entre Rio de Janeiro e Pequim. Mas, numa sala de cinema, essa distância dura só até as luzes se apagarem. É essa travessia que propõe a V Mostra de Cinema China Brasil, quechega ao Rio de Janeiro de 3 a 25 de agosto com 14 filmes, sendo 7 títulos chineses inéditos no Brasil, incluindo o sucesso de bilheteria “Operação Sombra”, estrelado por Jackie Chan; além de 7 produções nacionais. Outros 5 filmes chineses inéditos também compõem o circuito educativo.
A programação inclui ainda premiação, bate-papo com profissionais do mercado audiovisual chinês e um circuito de atividades que passa por escolas da rede pública, pela Arena Carioca Fernando Torres, em Madureira, pela Biblioteca Parque da Rocinha e pelo Instituto Zeca Pagodinho, em Xerém. Os filmes de circuito serão exibidos de 3 a 5 de agosto, com entrada franca, no Cinesystem Belas Artes, em Botafogo. As demais atividades acontecem ao longo do mês e também são gratuitas e abertas ao público.
A V Mostra de Cinema China Brasil tem curadoria de Hélio Pitanga (filmes nacionais) e Arthur Chen (filmes chineses), CEO da Cultural Bridge, empresa que realiza o evento. A edição de 2026 ganha um significado especial: acontecerá no ano em que os dois países celebram o Ano Cultural Brasil-China, marco da aproximação entre as duas nações também no campo simbólico e artístico.
“Da primeira edição até hoje, a aceitação do público carioca pelo cinema chinês deu um salto de qualidade. No passado, a percepção dos brasileiros sobre a China se limitava, em grande parte, aos filmes de kung fu ou a símbolos históricos distantes. Hoje, impulsionado pelo sucesso de obras como ‘O Problema dos Três Corpos’, o público do Rio passou a conhecer verdadeiramente o cotidiano e o mundo espiritual da China contemporânea, e também consegue sentir o humor e o calor humano das famílias chinesas“, afirma Arthur Chen, idealizador e curador da mostra.
Sete estreias chinesas em telas cariocas
O ineditismo é a marca da seleção assinada por Arthur Chen. Nascido na província de Zhejiang e naturalizado brasileiro, o curador construiu a programação chinesa sobre três pilares: autenticidade, diversidade e empatia, com o objetivo declarado de quebrar estereótipos e oferecer uma visão tridimensional da China de hoje.
O resultado é um recorte que o público brasileiro nunca viu: da superprodução de ação “Operação Sombra”, sucesso de bilheteria estrelado por Jackie Chan, à delicadeza do drama histórico “Yuan Longping: Pai do Arroz”, sobre o agrônomo que revolucionou o cultivo de arroz e ajudou a alimentar o mundo; de animações voltadas ao público jovem, como “Master Zhong” e “Filho Cabeçudo e Pai Cabeçudo”, a documentários que revelam a China do trabalho e da tecnologia, como “Iluminando Ali: O Diário de um Engenheiro” e “Trabalhadores da Rede Elétrica do Cinturão e Rota”, passando pelo diálogo entre civilizações milenares de “Liangzhu”.
“Na seleção, buscamos deliberadamente quebrar estereótipos, oferecendo uma visão tridimensional e vibrante da China. A programação inclui tanto grandes narrativas que mostram a modernização chinesa e o avanço tecnológico quanto retratos culturais focados na herança intangível. Há também obras delicadas que exploram emoções individuais e animações que conquistam os jovens. Queremos que o público brasileiro não veja apenas a ‘grandeza’ da China, mas também sinta o seu lado ‘pequeno’; não apenas aprecie a estética oriental, mas compreenda as alegrias e tristezas dos chineses contemporâneos“, explica o curador.
Do lado brasileiro, a seleção de Hélio Pitanga aposta em filmes que traduzem o país pela música, pela memória e pelo afeto: a cinebiografia “Mamonas Assassinas: O Filme”, os documentários musicais “Corações a Mil” e “Belchior – Apenas um Coração Selvagem”, o drama “Nosso Lar 2: Os Mensageiros”, o retrato do sociólogo Herbert de Souza em “Betinho – A Esperança Equilibrista”, a animação “Tromba Trem: O Filme” e o documentário “Vai Pra China, Eduardo”, ponte direta entre os dois países.
Chen vê nesta combinação mais do que uma coincidência de catálogo: “Embora China e Brasil estejam separados por milhares de quilômetros, geográfica e geopoliticamente, compartilhamos uma ressonância surpreendente em nossa essência cultural. Ambos os países possuem territórios vastos e passam por rápidas transformações urbanas e sociais. O cinema brasileiro frequentemente transmite um profundo amor pela terra natal e uma forte preocupação com o destino das pessoas comuns; da mesma forma, o cinema chinês é excelente em retratar as alegrias e tristezas de pessoas simples em meio a grandes mudanças de época“.
Prêmio Arara Azul homenageia as produções nacionais e chinesas
No dia 5 de agosto (quarta-feira), às 18h, o Palácio Tiradentes, no Centro, receberá a abertura oficial do evento, reunindo profissionais brasileiros e chineses da indústria do audiovisual. O evento, somente para convidados, inclui a cerimônia do Prêmio Arara Azul, que celebra as 14 produções participantes da Mostra, com homenagem especial presidida pela atriz Lucélia Santos.
Cinema e mandarim na sala de aula
Outro eixo central da Mostra é o circuito educativo. Nas sessões dos dias 3, 4 e 5 de agosto, no Cinesystem Belas Artes, parte do público virá de escolas da rede pública que já oferecem ensino de mandarim às crianças. A exibição dos filmes chineses chega como extensão natural desse aprendizado, fortalecendo a integração entre língua, cultura e imaginário.
Já nos dias 6 e 7 de agosto, a Mostra entra literalmente nas escolas, com sessões nos auditórios do CIEP Samuel Wainer e da Escola Municipal Orsina da Fonseca, ambos na Tijuca. No CIEP, os alunos assistem às animações “Muqiling” (10h) e “Yeluoli” (14h); na Orsina da Fonseca, a programação reúne o documentário “Liangzhu: Um Diálogo entre Civilizações” (10h30), a aventura “Os Temíveis Monstros da Dinastia Tang” (11h30) e as animações “Tromba Trem: O Filme” (13h00).
De 12 a 14 de agosto, as atividades e exibições seguem para a Arena Carioca Fernando Torres, em Madureira, com sessões para estudantes e público geral e performance de arte chinesa. A programação começa no dia 12 com “Os Temíveis Monstros da Dinastia Tang” (9h) e “Tromba Trem: O Filme” (11h); segue no dia 13 com “Master Zhong” (9h) e “Corações a Mil” (11h); e encerra no dia 14 com “Liangzhu: Um Diálogo entre Civilizações” (10h), “Eu Sou O Que Sou” (11h) e “Filho Cabeçudo e Pai Cabeçudo” (14h).
Ocupação na Rocinha com exibições abertas
Nos dias 20 e 21 de agosto, a Mostra ocupa o C4 – Biblioteca Parque da Rocinha, com programação voltada ao público da comunidade e geral, incluindo apresentação do projeto e performance de arte chinesa.
No dia 20, após a abertura (10h), serão exibidos “Eu Sou O Que Sou” (11h) e “Os Temíveis Monstros da Dinastia Tang” (14h); no dia 21, a programação reúne “Liangzhu: Um Diálogo entre Civilizações” (10h), a animação inédita “Master Zhong” (11h) e “Tromba Trem: O Filme” (14h).
Bate-papo com chineses e brasileiros do mercado audiovisual na ESPM
No dia 21 de agosto (sexta-feira), às 10h, a ESPM – Villa Aymoré, na Glória, sediará um o debate “Brasil & China: Novas Fronteiras da Coprodução e Distribuição Audiovisual”, com players do mercado audiovisual chinês, fórum de intercâmbio e fomento que reúne palestrantes chineses e brasileiros, universitários e convidados da indústria. O painel discutirá as oportunidades reais de coprodução internacional, o uso inovador da inteligência artificial na criação cinematográfica e as bem-sucedidas políticas de democratização e exibição de cinema de utilidade pública em ambos os países.
Participam da mesa os especialistas chineses Feng Zongze e Jia Liyuan (do Centro de Administração de Conteúdo de Cinema Digital da China) ao lado dos cineastas e produtores brasileiros João Amorim (Amorim Filmes) e Ricardo Romin (True Motion).
Haverá tradução simultânea e transmissão ao vivo. Vagas limitadas para a participação presencial.
Cinema no Instituto Zeca Pagodinho
Já no dia 25 de agosto, terça-feira, a Mostra vai até Xerém, no Instituto Zeca Pagodinho, levando um dia inteiro de atividades com performance de arte chinesa e sessões gratuitas. A programação abre às 10h30. Em seguida, serão exibidos: “Filho Cabeçudo e Pai Cabeçudo” (11h), “Liangzhu: Um Diálogo entre Civilizações” (14h), “Os Temíveis Monstros da Dinastia Tang” (15h) e “A História Dela” (16h30).
Rodado no Rio Grande do Sul e em São Paulo, filme marca os 20 anos da produtora e celebra uma década do primeiro longa da diretora
No ano em que celebra 20 anos de atuação, a OKNA PRODUÇÕES acaba de concluir as filmagens de ALTO URUGUAI, quarto longa-metragem solo dirigido pela cineasta gaúcha Cristiane Oliveira. Produzido por Aletéia Selonk, o filme reforça uma parceria de longa data entre a realizadora e a produtora, iniciada com MULHER DO PAI, primeiro longa da diretora, lançado em 2016. A trajetória da cineasta ao lado de Aletéia e da Okna também inclui A PRIMEIRA MORTE DE JOANA e ATÉ QUE A MÚSICA PARE.
O novo filme é uma coprodução com a empresa uruguaia Criatura Cine e conta a história de Júlia, uma fotógrafa de 28 anos que vive em São Paulo e cria sozinha o filho de nove anos. Quando surge a oportunidade de expor sua obra artística, ela descobre que a galerista responsável pela mostra é descendente do homem que escravizou seu antepassado indígena. Júlia então embarca em uma viagem íntima rumo ao passado inquietante de duas famílias, no Rio Grande do Sul. O longa é um drama intimista com toques de suspense psicológico sobre culpa e responsabilidade.
A obra nasceu dos sentimentos provocados por um encontro real e insólito vivido pela autora: Cristiane Oliveira conheceu por acaso uma descendente do homem que escravizou seu ancestral indígena. A protagonista Júlia é interpretada por Maiara Astarte. O elenco reúne ainda Chris Couto, no papel da galerista, Maria Manoella, Marat Descartes e Julia Katharine, além dos atores uruguaios Jorge Heller e Rafael Beltrán. A fotografia é de Bruno Polidoro, a direção de arte é de Adriana Borba e o som direto é de Marcos Manna.
O roteiro é assinado por Graciela Guarani, Gustavo Galvão e Cristiane Oliveira. Uma das pioneiras das produções indígenas no audiovisual brasileiro, Graciela Guarani dirigiu e escreveu o roteiro de diversos filmes, entre eles o documentário “Meu Sangue é Vermelho” (2019). Ela também foi autora do especial “Falas da Terra”, da TV Globo, e integrou a equipe de direção da segunda temporada da série “Cidade Invisível”, da Netflix.