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PROTAGONISTA DE ‘APENAS COISAS BOAS’, LUCAS DRUMMOND VIVE NOVA FASE NO CINEMA

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Ator, roteirista e produtor estreia seu primeiro longa como protagonista no filme de Daniel Nolasco, que chega aos cinemas em 25 de junho

Antes de falar muito, Antônio observa. O homem, que vive sozinho em uma pequena propriedade rural no interior de Goiás, em 1984, é cercado pelos afazeres da fazenda, pelos animais, pela terra e por uma rotina que parece ter sido construída para que nada escape do lugar. Seu mundo é feito de silêncio, até que um acidente interrompe a paisagem e Marcelo, um motociclista ferido, cruza seu caminho. Antônio o acolhe, cuida de suas feridas e, aos poucos, vê algo também abrir dentro de si.

É a partir desse gesto – cuidar de outro homem, deixar que uma presença estrangeira atravesse sua solidão – que Lucas Drummond chega ao seu primeiro protagonista no cinema. Em APENAS COISAS BOAS, novo longa de Daniel Nolasco, que estreia nos cinemas em 25 de junho, o ator interpreta Antônio, um personagem que transforma a sua aridez em autodescoberta. O papel marca um ponto de virada em uma trajetória construída entre o teatro, o audiovisual e a criação de seus próprios projetos.

Para Lucas, APENAS COISAS BOAS é um passo importante em sua consolidação como ator de cinema. “O primeiro protagonista em uma obra de longa-metragem é sempre um momento decisivo na carreira de um ator. Tenho desbravado o mercado audiovisual em busca de me consolidar nesse lugar e esse filme é uma conquista muito importante nesse sentido”, afirma.

A escolha do papel também reforça uma característica que tem marcado a trajetória do artista: o trânsito entre obras autorais, de forte assinatura estética, e projetos com vocação pop. Em APENAS COISAS BOAS, Lucas está no centro de um romance queer rural, sensorial e íntimo, mas também aparece como protagonista romântico e presença magnética diante da câmera. Seu trabalho no filme lhe rendeu o Prêmio de Melhor Atuação no Digo 2026 – Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás, Melhor Ator no festival cearense For Rainbow e no canadense Reel Out Kingston, além de uma indicação ao Iris Prize, uma das mais importantes premiações internacionais dedicadas ao cinema LGBTQIA+. 

“Tenho vontade de ser percebido como um ator versátil, que transita por mídias diversas e não tem medo de se arriscar. O novo longa me coloca em um lugar muito interessante, porque é um filme autoral, com uma linguagem muito própria, mas que também projeta uma imagem mais pop, mais próxima do público”, diz Lucas. “Acho bonito quando um trabalho consegue reunir essas duas coisas: uma pesquisa artística forte e, ao mesmo tempo, a possibilidade de comunicação.”

Formado pelo Teatro Tablado, onde estudou dos 11 aos 18 anos, e pelo Stella Adler Studio of Acting, em Nova York, Lucas também é roteirista e produtor. Há cerca de dez anos, ele escreve, idealiza e realiza projetos no teatro e no audiovisual, em um movimento constante de criação de oportunidades para o próprio trabalho como ator. “Eu entendi muito cedo que, criando as minhas próprias oportunidades, eu não preciso depender apenas de convites. Quando você se produz, você guia a sua carreira na direção que quiser”, afirma.

Essa postura aparece em diferentes frentes de sua trajetória. No cinema, Lucas escreveu, produziu e estrelou os curtas DEPOIS DAQUELA FESTA e TODOS OS PRÊMIOS QUE EU NUNCA TE DEI, ambos dirigidos por Caio Scot. Juntos, os filmes foram selecionados para mais de 80 festivais, venceram 10 prêmios e foram licenciados para canais e plataformas. Em 2025, ele também produziu e estrelou NESTA DATA QUERIDA, curta musical escrito por Vitor Rocha, dirigido por André Leão e disponível na Globoplay.

Fonte: assessoria de imprensa

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