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‘Honestino’ leva aos cinemas a história de um dos maiores líderes estudantis do Brasil

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Longa dirigido por Aurélio Michiles mistura documentário e ficção para retratar a trajetória de Honestino Guimarães, desaparecido durante a ditadura militar

O filme Honestino estreia nos cinemas brasileiros no dia 13 de agosto de 2026, levando às telas a história de Honestino Guimarães, um dos principais líderes do movimento estudantil durante a ditadura militar. Dirigido por Aurélio Michiles, o longa mistura documentário e ficção para reconstruir a trajetória do jovem que se tornou um símbolo da luta pela democracia e pelos direitos dos estudantes.

Com cerca de 85 minutos de duração, a produção reúne dramatizações, imagens de arquivo e documentos históricos para apresentar a vida de Honestino, interpretado por Bruno Gagliasso nas cenas ficcionais. Para o ator, participar do projeto foi também um exercício de preservação da memória.

“Falar sobre o Honestino é falar sobre a nossa história. É não deixar ela ser apagada, não deixar ela ser inventada por outras pessoas”, afirma Gagliasso.

Quem foi Honestino Guimarães?

Nascido em Goiás, em 1947, Honestino Guimarães estudou Geologia na Universidade de Brasília (UnB), onde se destacou como uma das principais lideranças do movimento estudantil brasileiro em um dos períodos mais repressivos da história do país.

Em 1971, mesmo vivendo na clandestinidade por causa da perseguição política, foi eleito presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), entidade que havia sido colocada na ilegalidade pelo regime militar. Dois anos depois, em outubro de 1973, foi preso por agentes da repressão e desapareceu. Seus restos mortais nunca foram encontrados, tornando seu caso um dos símbolos das violações de direitos humanos cometidas durante a ditadura.

Um encontro com a história

Bruno Gagliasso conta que interpretar Honestino foi uma experiência que ultrapassou a construção de um personagem. Segundo ele, o processo de preparação aconteceu de forma intuitiva e emocional, marcado pelo compromisso de representar a essência do líder estudantil.

“Eu não tinha muitos arquivos dele em movimento. Acabou a primeira sessão e a esposa dele me abraçou, arrepiada, com os olhos cheios de lágrimas. Ela disse: ‘Você está parecido com ele, você andou como ele. Como você fez isso?’ Eu vim aberto. Quis fazer esse filme com uma honestidade tão grande que o Honestino surgiu. Eu não construí um Honestino. Ele nasceu dessa verdade. Porque eu também acredito que o mundo pode ser melhor, porque eu também vou sempre lutar contra essas pessoas. Porque eu também vou estar sempre do lado da liberdade.”

Memória, democracia e direitos humanos

Mais do que contar a história de um personagem marcante, Honestino propõe uma reflexão sobre memória, democracia e direitos humanos. Ao revisitar a trajetória do líder estudantil, o filme busca apresentar às novas gerações um capítulo importante da história brasileira e preservar o legado de quem dedicou sua vida à defesa das liberdades democráticas.

Distribuído pela Pandora Filmes, o longa chega aos cinemas com a proposta de estimular o debate sobre o passado recente do país e reforçar a importância da preservação da memória histórica por meio do cinema.

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