Do cineasta dinamarquês Carl Theodor Dreyer O filme acompanha o julgamento histórico da guerreira no século XV
A FILMICCA estreia, na próxima sexta-feira (26), A Paixão de Joana d’Arc do cineasta dinamarquês Carl Theodor Dreyer. Produzido na França em 1928, o filme é amplamente considerado um dos grandes marcos do cinema silencioso.
O filme acompanha o julgamento histórico de Joana d’Arc (Renée Jeanne Falconetti), a guerreira do século XV condenada pela Inquisição por afirmar ter recebido mensagens divinas. Diante do tribunal eclesiástico, ela é submetida a pressões e intimidações para que mude sua versão dos fatos. Recusa. É condenada à morte. Sua execução lhe garante o martírio e, mais tarde, a canonização.
Dreyer baseou o roteiro nos registros reais do processo. A performance de Renée Falconetti no papel de Joana é reconhecida pela crítica internacional como uma das maiores da história do cinema. O diretor optou por filmar o rosto da atriz em close quase durante todo o filme, uma escolha que se tornou uma das marcas visuais mais citadas da era silenciosa.