Com Sergio Guizé, Lian Gaia, Luís Melo e Helena Ignez no elenco, filme estreia nesta quinta-feira nos cinemas brasileiros
Se, como atriz, Djin Sganzerla deu vida a personagens provocativas e libertárias, como cineasta ela se dedica à investigação da experiência feminina. Depois de examinar a dualidade que habita cada mulher em seu longa de estreia, Mulher Oceano, a diretora abraça um debate profundamente atual em ECLIPSE, que chega aos cinemas brasileiros em 7 de maio, ao expor a violência silenciosa que se esconde em comportamentos tóxicos.
A obra estreia nesta quinta-feira nas seguintes cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória, João Pessoa, Ribeirão Preto, Florianópolis, Maceió, Curitiba, Porto Alegre e Brasília. Enquanto Belo Horizonte, Salvador e Caxias do Sul recebem pré estreias especiais ainda nesta semana.
Produzido pela Mercúrio Produções, com co-distribuição da Pandora e patrocínio do BNDES e da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, o longa nasceu após a cineasta tomar conhecimento de um caso real: o de uma mulher que descobriu que o próprio marido a difamava e ameaçava de morte em um fórum na internet. A partir desse ponto, Djin imaginou o encontro entre uma astrônoma grávida e sua meia-irmã de origem indígena — um encontro que destrava memórias reprimidas e expõe camadas ocultas de relações abusivas, no passado e no presente. Do choque entre ciência e ancestralidade, emerge uma jornada marcada por intuição, investigação e transformação.
Protagonizado pela própria diretora, atriz com mais de duas décadas de carreira, o filme reúne ainda nomes conhecidos do público, como Sergio Guizé, que recentemente estrelou a novela Êta Mundo Melhor!, e Lian Gaia, da série DOM e da novela Vai na Fé. ECLIPSE conta também com presenças fundamentais do cinema brasileiro, como Luís Melo, Selma Egrei, Clarisse Abujamra, Gilda Nomacce e a icônica Helena Ignez, mãe da diretora e uma das artistas mais revolucionárias do país.
“Ao tratar da relação entre mulheres e do convívio entre pessoas de diferentes origens, o filme Eclipse reflete questões essenciais para o Brasil de hoje. O BNDES tem um compromisso permanente com diversidade e se alegra de apoiar produções com narrativas que refletem a pluralidade do Brasil”, comenta Marina Moreira Gama, superintendente da Área de Relacionamento, Marketing e Cultura do BNDES.
O filme teve estreia mundial na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em outubro passado, e seguiu para o San Diego Latino Film Festival, nos Estados Unidos, e o İstanbul International Spring Film Festival, na Turquia. Agora, ao chegar ao circuito comercial, ECLIPSE convida um público mais amplo a refletir sobre como a violência contra a mulher — tão presente no noticiário — pode nascer de forma silenciosa em relações marcadas pela intimidade e pela confiança.
SINOPSE Grávida, a astrônoma Cleo é surpreendida pela chegada de Nalu, sua meia-irmã de origem indígena. A convivência entre as duas reacende memórias perturbadoras e as conduz a uma jornada humana surpreendente, que as leva a camadas sombrias da deep web.
SOBRE DJIN SGANZERLA Djin Sganzerla é diretora, atriz, roteirista e produtora de cinema. Iniciou sua carreira como atriz, trabalhando com alguns dos mais respeitados cineastas do país e recebendo diversos prêmios, entre eles o APCA de Melhor Atriz de Cinema. Roteirizou, dirigiu e atuou em “Mulher Oceano” (2020), seu primeiro longa-metragem como diretora, filmado no Japão e no Rio de Janeiro. O filme recebeu 15 prêmios nacionais e internacionais, incluindo três de Melhor Filme e três de Melhor Direção, e foi exibido nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia. Mulher Oceano teve lançamento comercial no Brasil e em Portugal. Pelo filme, Djin foi indicada ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro na categoria Melhor Primeira Direção e ao Prêmio da Associação Brasileira de Autores Roteiristas – ABRA, pelo roteiro. Em 2022, dirigiu e roteirizou, ao lado de André Guerreiro Lopes, o curta-metragem Antes do Amanhã. A obra recebeu o Prêmio Especial do Júri e o Prêmio de Melhor Fotografia, sendo exibida em festivais como o 33º Festival Internacional de Curtas de São Paulo e o Beijing International Short Film Festival. É sócia da Mercúrio Produções, produtora fundada em 2001, com mais de 30 longas-metragens em seu currículo. Djin é filha dos cineastas Rogério Sganzerla e Helena Ignez. Eclipse é seu segundo longa-metragem como diretora, filmado em São Paulo e no Pantanal.
SOBRE A MERCÚRIO PRODUÇÕES Fundada em 2001 por Helena Ignez, Djin Sganzerla e Sinai Sganzerla, a Mercúrio Produções tem mais de trinta filmes em sua trajetória cinematográfica.Além das produções audiovisuais realizadas por suas fundadoras, é responsável por toda a obra cinematográfica do cineasta Rogério Sganzerla. Entre alguns dos filmes da produtora estão: “A Mulher de Todos” (1969), restaurado em 2025 em 4K; “Documentário” (1966) primeiro curta-metragem de Rogério e o longa-metragem “Abismu” (1977), exibidos em 2023 no 76° Festival de Locarno, Suíça, na sessão dedicada aos mestres do cinema mundial Histoire(s) du Cinéma; “Praia da Saudade” (2024), narração de Sonia Guajajara e Sidarta Ribeiro, lançado nos cinemas e exibido em festivais; “A Alegria é a Prova dos Nove” (2023), com Ney Matogrosso no elenco, estreou na Mostra Tiradentes, exibido na Alemanha no 40th Filmfest München e outros festivais, “Mulher Oceano” (2020), vencedor de quinze prêmios, entre eles Melhor Filme no Porto Femme International Film Festival, Portugal, lançado comercialmente no Brasil e em Portugal; “A Mulher da Luz Própria” (2019) exibido no 41º Festival Internacional de Havana, Cuba, SANFIC 16 – Santiago International Film Festival, entre outros festivais e premiações; “O Desmonte do Monte”, exibido em competição no 31º Cinélatino, Rencontres de Toulouse na França, sendo o único documentário brasileiro em competição; “Luz Nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha” (2012) com Ney Matogrosso no papel principal, na competição principal do Festival de Cinema de Locarno, Suíça; “Copacabana Mon Amour” (1970, restaurado em 2013); “O Bandido da Luz Vermelha” (1968), considerado pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade, eleito pela Wellington Film Society, na Nova Zelândia, como um dos melhores filmes realizados no século 20. Continua sendo exibido em inúmeros festivais internacionais e mostras na Europa, Ásia e EUA, como também em importantes museus como Tate Modern em Londres e no MOMA, em Nova York. Entre outros filmes.
SOBRE O BNDES Ao longo de sua história, o BNDES tem sido parceiro da Cultura e, em especial, do setor audiovisual brasileiro. De 1995 até 2017, o Banco apoiou mais de 400 obras audiovisuais por editais de seleção, com aportes da ordem de R$ 600 milhões, em valores atualizados. Em 2025, o BNDES retomou esse tipo de apoio ao setor, com um edital que contemplou 25 longas-metragens a serem lançadas em 2026, abrangendo variados perfis de produções, como documentários, obras voltadas a grandes públicos, animações, filmes que se destacam entre a crítica, e longas-metragens selecionados em festivais.
História focada em família deixando a vida na cidade grande para redescobrir a magia tem distribuição Diamond Films e chega aos cinemas em 10 de setembro
Envolto por uma atmosfera de magia e imaginação, A MARAVILHOSA ÁRVORE ENCANTADA (“The Magic Faraway Tree”) chega aos cinemas em 10 de setembro, combinando uma narrativa emocionante e divertida a temáticas que não poderiam ser mais relevantes para as famílias hoje. Distribuído pela Diamond Films, o longa coloca os astros Andrew Garfield (“Todo o Tempo Que Temos”) e Claire Foy (“The Crown”) no lugar ocupado por muitos pais modernos, que vivem preocupados com a hiperconexão digital e a diminuição do espaço ocupado pelo lúdico na infância dos filhos.
rometendo encantar adultos e crianças, o filme conta a história da família Thompson quando os pais, Tim (Garfield) e Polly (Foy) decidem deixar a vida na cidade grande e recomeçar do zero com um celeiro no interior e muitos sonhos para realizar. A verdade é que, se por um lado a família vivia conectada em todos os aparelhos eletrônicos que a modernidade proporciona, por outro a desconexão entre os pais e seus três filhos reinava na casa. Agora, em uma realidade totalmente fora de sua zona de conforto, os pequenos Beth (Delilah Bennett-Cardy), Joe (Phoenix Laroche) e Fran (Billie Gadsdon, “Cruella”) vão descobrir que o mundo é muito maior – e mais mágico – do que as telas de seus aparelhos.
Logo ao chegar na nova cidade, Fran, a caçula, tem um encontro inesperado com a fada Seda (Nicola Coughlan, “Bridgerton”), o que leva a garotinha a receber um convite bastante especial: uma visita à Maravilhosa Árvore Encantada. Lá, vivem habitantes curiosos e cheios de personalidade, além de funcionar como passagem para mundos incríveis e terras de desejos realizados. Entre confusões e muita descoberta, os Thompson encontram na Árvore a resposta para achar o brilho da infância dentro de cada um.
A MARAVILHOSA ÁRVORE ENCANTADA é a adaptação de um clássico da literatura infanto-juvenil escrito em 1943 por Enid Blyton. A versão que chega agora às telas foi recontextualizada pelas mãos experientes de Simon Farnaby, responsável pelos roteiros de “As Aventuras de Paddington 2” e “Wonka”, para dialogar com as famílias modernas.
Em entrevista ao The Playlist, Andrew Garfield comenta que o roteirista adaptou os livros de Blyton de forma “precisa, imaginativa e bonita”. “Quando li o roteiro, senti que o mundo precisava disso, porque eu preciso. Os meus amigos vão assistir isso e se sentir esperançosos e inspirados, e torço para que seus filhos conheçam um caminho diferente do que simplesmente se perder nos aparelhos eletrônicos que temos”.
Embora a questão das tecnologias na infância seja apresentada de uma forma leve, descontraída e apropriada para o público infantil, o subtexto de troca do foco no digital para as experiências ricas e lúdicas que a natureza e a imaginação proporcionam é a força motriz do filme, sendo assim uma das mensagens principais para os adultos.
Claire Foy falou sobre o tópico em entrevista à BBC, endereçando que o problema não fica restrito às redes sociais, mas se estende às telas e dispositivos. “Não é só sobre os jovens, afeta a todos nós. Pensamos que estamos no controle, mas não estamos. O governo precisa criar leis e pegar o controle de volta – nós achamos que estamos à mercê das grandes companhias, mas precisamos dizer ‘não’ um pouco mais. Precisamos parar de ter conversas e começar a fazer algo. Os pais recebem muitas críticas, mas estão fazendo o melhor que podem”.
A explosão de cores, sentimentos, brincadeiras e encanto do filme promete conquistar desde os pequenos fãs dos mundos de faz-de-conta até o mais ranzinza dos adultos, que serão transportados de volta aos tempos mágicos de infância. Com direção de Ben Gregor (“Fatherhood”), o filme ainda conta com nomes como Rebecca Ferguson (“Duna”), Jessica Gunning (“Bebê Rena”), Nonso Anozie (“Sweet Tooth”) e Jennifer Saunders (“Absolutely Fabulous”).
A MARAVILHOSA ÁRVORE ENCANTADA tem distribuição Diamond Films, a maior distribuidora independente da América Latina, e estreia nacionalmente em 10 de setembro.
Com distribuição da Embaúba Filmes, longa de Guto Parente estrelado por Noá Bonoba chega aos cinemas em 17 de setembro
Nas palavras de Samuel Fuller, “o cinema é um campo de batalha”. Nas ideias de Guto Parente, esse filme de guerra pode ser uma comédia. Do encontro entre os absurdos de um set de filmagem e a paixão por criar, driblando as dificuldades, nasce MORTE E VIDA MADALENA, novo longa do cineasta cearense, que estreia nos cinemas brasileiros em 17 de setembro, com distribuição da Embaúba Filmes.
Inspirado em situações reais vividas por Ticiana Augusto Lima, sócia e parceira criativa de Parente, o filme acompanha Madalena, uma produtora que precisa lidar com a morte recente do pai, o sumiço do diretor de seu próximo filme às vésperas do início das filmagens e uma gravidez de oito meses.
Confira o novo trailer:
Por trás do humor, está uma relação profundamente afetiva com o próprio ofício. “O cinema é um lugar de aprendizado e de crescimento espiritual, intelectual, de transcendência. Na minha relação, é quase como uma religião”, afirma Parente, que dirigiu 18 filmes, entre longas e curtas, em mais de 20 anos de carreira.
Para o papel principal, o cineasta convidou uma artista de múltiplas frentes: Noá Bonoba é atriz, roteirista, realizadora, preparadora de elenco, dramaturga, curadora e pesquisadora. Para ela, a chave da comédia está em levar a sério até mesmo o absurdo: “O humor vem da crença no drama total da personagem. É preciso acreditar nesse drama para que a situação seja risível. Quanto mais você acredita naquela situação, que é completamente absurda e real, mais engraçado fica”.
A mistura de caos e afeto foi destacada pela crítica. “Um humor que nasce do improviso, do microcaos, das soluções mirabolantes para tapar buracos”, escreveu Cecilia Barroso, do Cinema em Cena. Para Natalia Bocanera, do Cinema com Crítica, “mais do que uma ode ao cinema independente, MORTE E VIDA MADALENA engrandece os verdadeiros artesãos da imagem em movimento”. Já Flavia Guerra definiu, no videocast Plano Geral: “É um filme delicioso, que nos faz acreditar na comédia”.
Entre luto e nascimento, precariedade e invenção, MORTE E VIDA MADALENA encontra graça naquilo que poderia dar errado, e celebra quem, apesar de tudo, não desiste do que ama.
Marco do cyberpunk no cinema, a distopia é considerada uma das obras mais influentes e aclamadas da história da animação japonesa
A Sato Company traz de volta às telonas um dos maiores clássicos japoneses. A versão remasterizada em 4K de AKIRA estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (27). Com o relançamento após 35 anos de sua estreia oficial no Brasil, os fãs do anime ganham uma nova oportunidade de experienciar o longa de Katsuhiro Otomo, que se tornou uma das obras mais influentes da história da animação.
Confira motivos para assistir a AKIRA nos cinemas:
Clássico imperdível dos animes
Precursor do consumo de animação japonesa no Brasil, AKIRA gerou um impacto imprescindível no universo dos animes. O filme é considerado uma das maiores produções da história do Japão, responsável por influenciar outras grandes obras, como Demon Slayer, Neon Genesis Evangelion e Ghost In The Shell. O relançamento é uma oportunidade perfeita para muitos fãs de anime assistirem ao clássico pela primeira vez, assim como para os que gostariam de revisitar a nostalgia da narrativa nos cinemas.
Experiência imersiva em 4K
A grandiosidade visual do filme é de longe um dos grandes destaques para o seu sucesso. A variedade de técnicas utilizadas para dar vida à animação, aos movimentos e às paisagens poderão ser conferidas na tela grande. Com imagens futuristas compostas por uma infinidade de cores, detalhes e iluminações, a versão remasterizada em 4K recupera a força do cenário brilhante e caótico de Neo-Tóquio. Proporcionando uma visão rica, suas cenas de perseguição e explosões ficam ainda mais emocionantes.
Uma aventura cyberpunk
O longa foi um dos estreantes da estética cyberpunk na produção cinematográfica. Em uma cidade reconstruída após uma explosão que desencadeou a Terceira Guerra Mundial, o cenário pós-apocalíptico composto por gangues, militares e missões secretas conduzidas pelo governo ganha força junto do avanço tecnológico exagerado típico da ficção científica. É através desse cenário que AKIRA cria sua atmosfera de caos e distopia, testando os limites de um futuro absurdo, mas não totalmente improvável.